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As motos elétricas ganham as ruas. E a Leva quer liderar esse mercado

Com produção nacional, startup planeja vender 1.400 motos e faturar R$ 20 milhões 2026

Gabriel Pilão, co-fundador da Leva Motors: plano s de liderar o setor (Leva Motors/Divulgação)

Gabriel Pilão, co-fundador da Leva Motors: plano s de liderar o setor (Leva Motors/Divulgação)

Ivan Padilla
Ivan Padilla

Editor de Casual e Especiais

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 13h14.

Última atualização em 27 de janeiro de 2026 às 13h24.

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A Leva Motors é uma startup brasileira que aposta em um mercado bastante específico: motos elétricas emplacadas, homologadas para rodar nas ruas e avenidas, e não nas ciclovias. E já nasce com a ambição de ser a maior empresa nacional do setor.

Fundada por Gabriel Pilão e outros dois sócios, a Leva traz dois modelos principais. Um deles é scooter ES1, voltada ao deslocamento cotidiano, com autonomia de até 100 quilômetros com uma carga, velocidade máxima de 100 quilômetros por hora e preço inicial de R$ 21.500.

O outro modelo é a moto EG1, com cara e desempenhos mais esportivos, mas ainda focada na cidade, com aceleração de 0 a 50 quilômetros por hora de 2,9 segundos. O preço parte de R$ 25.500.

“Tudo em nossos produtos é comparável a motos tradicionais de combustão, em termos de velocidade final, ciclística”, diz Pilão. “Nos posicionamos como uma empresa premium. Nossas motos têm preço comparável a de similares de concorrentes como Honda e Yamaha.”

Produção na Zona Franca de Manaus

O mercado de motos elétricos ainda engatinha, mas até por isso apresenta grande potencial.  Entre janeiro e outubro de 2025, segundo números da Fenabrave, foram emplacadas 7.133 motos elétricas, com crescimento de cerca de 20,5% em relação ao mesmo período de 2024. É pouco, dentro do número total de motocicletas, com cerca de 2,2 milhões de unidades emplacadas em 2025.

Já o setor de bicicletas motorizadas deve superar 80 mil unidades produzidas ou importadas em 2025.

“Queremos entrar no setor de autopropelidos ainda neste ano”, conta Pilão. “Somos uma empresa de mobilidade elétrica no geral. Queremos ir ocupando cada vez mais espaço e liderar o setor de motos elétricas.”

A Leva produz as motos na Zona Franca de Manaus, em parceria com a multinacional Jabil, e trabalha de forma verticalizada, com controle sobre engenharia, design e pós-venda. A decisão pela produção nacional ajuda no custo final.

A Leva iniciou a operação com investimento inicial de R$ 2 milhões, com uma dívida de curto prazo para financiar produção, estoque e entregas. Outros R$ 2 milhões foram investidos depois. Cerca de 25% do capital da empresa está hoje na mão de investidores.

A meta inicial, para o ano passado, era de 120 motos vendidas por mês. As vendas ficaram entre 40 e 50. “Foi um ano de muito aprendizado e investimento. Abrimos oito concessionárias exclusivas”, diz Pilão.

Confiança no amadurecimento do consumidor

A empresa planeja chegar em breve a 20 pontos de venda e atendimento espalhados pelo país. Pilão sabe que, nesse setor, presença física e pós-venda consistente ajudam a conquistar a confiança de um consumidor ainda ressabiado com esse mercado incipiente.

A Leva fechou o ano passado com um volume de vendas de cerca de 300 motos. Até o fim de 2026, o objetivo é ter um volume de 120 motos por mês, com um faturamento de 20 a 30 milhões de reais.

“Sabemos que existe desconfiança nesse mercado, houve a quebra da Voltz”, afirma Pilão. "Temos concorrentes fortes, mas acreditamos que, com novos produtos, amadurecimento do consumidor e maior conhecimento da marca, atingiremos nossas metas.”

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