Conveniência e agilidade via WhatsApp impulsionam as vendas no Dia da Mulher (Dasha Petrenko / EyeEm/Getty Images)
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Publicado em 5 de março de 2026 às 07h00.
O Dia Internacional da Mulher, celebrado anualmente em 8 de março, é uma das datas mais aguardadas do calendário global, tanto do ponto de vista social quanto pelo impacto no consumo, especialmente no varejo de moda.
Em março de 2025, o volume de vendas do comércio varejista brasileiro cresceu 0,8% em relação a fevereiro, segundo dados do IBGE, mantendo uma trajetória de avanço observada ao longo do trimestre.
Já no cenário internacional, dados da Omnisend mostram que, em 2024, as compras realizadas no próprio Dia da Mulher foram 56% maiores do que em um dia médio do mês, reforçando a relevância da data como gatilho de decisão de compra.
Em um contexto em que as mulheres conciliam múltiplas jornadas e têm pouco tempo disponível, a experiência de compra passa a ser um fator decisivo, e marcas que investem em jornadas mais fluidas, rápidas e personalizadas ganham vantagem competitiva.
Viviane Campos, Head de Vendas da Connectly, destaca que efemérides, como o Dia da Mulher, concentram decisões de compra em janelas curtas:
"As consumidoras buscam conveniência, agilidade e respostas imediatas. Nesse cenário, a tecnologia, com destaque para a inteligência artificial, tem se consolidado como um dos principais vetores de transformação do varejo. As marcas que entendem esse comportamento conseguem antecipar necessidades, aumentar a satisfação e fidelizar clientes mesmo em períodos de alta demanda", explica Viviane.
O uso de canais como o WhatsApp vem ganhando protagonismo como ponto central de contato entre marcas e consumidoras.
Mais do que um canal de atendimento, ele se transforma em vitrine, consultor e caixa, permitindo que a jornada de compra aconteça de forma natural, sem atritos e no ritmo do cliente.
Segundo o Manual de Vendas Sazonais da Meta (2024), 42% dos compradores sazonais se comunicam por mensagens durante períodos de alta demanda, percentual que sobe para 55% entre Millennials e Z, que relatam maior conexão pessoal com as marcas.
Grandes varejistas brasileiros já colhem resultados ao investir nesse modelo. A Lojas Renner, que utiliza a tecnologia da Connectly para potencializar sua estratégia de comércio conversacional no WhatsApp, é um exemplo.
Em 2024, a companhia aplicou R$ 662 milhões em tecnologia, remodelação de lojas, logística e alcançou mais de 70% de taxa de leitura no WhatsApp, além de registrar aumento entre 50% e 83% na conversão atribuível ao canal e 48% de receita incremental em comparação a grupos de controle.
A adoção de soluções baseadas em inteligência artificial permite que marcas compreendam melhor as intenções da consumidora, façam recomendações personalizadas e resolvam dúvidas em tempo real.
"Esse movimento acompanha uma tendência mais ampla de mercado: o crescimento de soluções que simplificam a rotina feminina, seja no consumo de moda, serviços ou alimentação. Empresas de diferentes segmentos têm investido em modelos que eliminam etapas, reduzem esforço e devolvem tempo às consumidoras, um valor cada vez mais escasso", conclui a Head de vendas da Connectly.