Move Brasil Entregadores e Motoapp: programa do governo federal proporciona financiamento de motos e bikes elétricas para entregadores (iFood/Divulgação)
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Publicado em 27 de julho de 2026 às 12h01.
O governo federal começou a liberar, nesta segunda-feira (27), a etapa de financiamento do Move Brasil Entregadores e Motoapp, programa que facilita a compra de motos e bicicletas, elétricas ou não, para quem trabalha com entregas ou transporte de passageiros em aplicativos.
O programa foi lançado em 12 de junho, mas a liberação do crédito nos bancos só começa agora.
A data inicialmente prevista era 13 de julho, mas o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) adiou o cronograma para concluir testes entre os sistemas bancários e as plataformas de aplicativos envolvidas.
Na prática, o Move Brasil Entregadores e Motoapp é uma linha de crédito com juros subsidiados pelo governo, operada pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil.
O subsídio vem do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), e o risco das operações conta com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
O objetivo declarado pelo governo é facilitar a renovação da frota usada por entregadores e mototaxistas, hoje muito dependente de aluguel de veículos, além de estimular a indústria nacional de motos e a eletromobilidade.
A meta é financiar cerca de 100 mil motocicletas, motonetas, ciclomotores e bicicletas elétricas em todo o país.
Vale destacar que o benefício não é para qualquer motociclista. O benefício é voltado especificamente a dois grupos:
Quem dirige moto por lazer ou como meio de transporte pessoal, sem vínculo com esse tipo de atividade profissional, não se enquadra no programa.
Vale lembrar que o governo também mantém uma linha separada, o Move Brasil Táxi e Aplicativos, voltada ao financiamento de carros novos para taxistas e motoristas de aplicativo.
As regras dessa modalidade são diferentes e não valem para motos.
O Move Brasil Entregadores e Motoapp só financia veículos zero quilômetro, fabricados no Brasil ou com projeto de produção nacional em andamento. Motos usadas, mesmo seminovas, ficam de fora.
As regras variam de acordo com o tipo de veículo:
Segundo levantamentocom base nos preços de tabela dos fabricantes, alguns dos modelos a combustão que se enquadram nos critérios do programa são a:
Entre os modelos elétricos que atendem aos critérios estão a Shineray SE1, a Shineray SE2, a Watts W125, a Shineray SHE-S e a Yamaha Neos, com valores entre cerca de R$ 12,5 mil e R$ 26 mil.
O MDIC não define um teto de preço para o veículo financiado.
A lista oficial e atualizada de bens financiáveis está disponível no site do ministério, que recomendamos consultar antes de fechar negócio, já que fabricantes podem incluir ou remover modelos do programa.
O crédito cobre até 100% do valor da moto ou da bicicleta, sem exigência de entrada, com prazo de pagamento de até 48 meses e dois meses de carência.
Cada profissional pode financiar apenas um veículo, um por CPF.
A boa notícia é que o processo não exige o envio de documentos físicos. Segundo o MDIC, ao autorizar o compartilhamento de dados pela conta gov.br no momento do cadastro, todas as informações necessárias para a análise de elegibilidade já são verificadas automaticamente pelo governo.
Ainda assim, existem exigências para poder participar:
O passo a passo para conseguir o crédito segue três etapas. Primeiro, o profissional se cadastra pela plataforma gov.br/movebrasil, usando login único do gov.br.
Em até cinco dias úteis, recebe uma resposta, por mensagem no WhatsApp e na caixa postal do gov.br, informando se atende aos requisitos do programa.
A aprovação nessa etapa não garante o financiamento: apenas confirma que o profissional cumpre os critérios de elegibilidade.
A partir de então, quem for aprovado pode procurar a Caixa, o Banco do Brasil ou outras instituições financeiras parceiras para solicitar o crédito, que passa por uma análise de risco própria de cada banco.
Sobre restrições no nome, o MDIC esclarece que ter pendências no Serasa não impede automaticamente a participação no programa, já que a análise de crédito final é feita pelo banco escolhido.
Quem estiver com o nome sujo pode recorrer ao programa Desenrola Brasil para regularizar pendências antes de solicitar o financiamento.
O texto não traz nenhuma exigência de carteira de motorista sem multas ou pontuação limpa para participar do Move Brasil.
O que pode pesar nessa etapa é o histórico de crédito avaliado pelo banco, não o histórico de infrações de trânsito.