Entregador de delivery na Avenida Paulista (@FERNANDO_SIGMA/Divulgação)
Repórter especial em Brasília
Publicado em 10 de julho de 2026 às 12h05.
Última atualização em 10 de julho de 2026 às 12h12.
O governo federal adiou em duas semanas o início das operações de financiamento do programa Move Brasil voltado a entregadores e motociclistas que trabalham usando motos ou bicicletas, de 13 de julho para 27 de julho, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
De acordo com a pasta, a mudança no cronograma foi necessária para concluir os testes tecnológicos e operacionais entre os sistemas bancários e as plataformas envolvidas na operação.
A partir de 27 de julho, os profissionais com cadastro aprovado poderão procurar a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil ou outras instituições financeiras habilitadas para solicitar o financiamento subsidiado. Essa modalidade do Move Brasil foi lançada em 12 de junho e financia motos e bicicletas elétricas 0 km com taxas de juros reduzidas, sem exigência de entrada e até dois meses de carência.
O cadastro continua sendo realizado pela plataforma Move Brasil, vinculada ao gov.br. A aprovação apenas confirma que o trabalhador atende aos requisitos do programa, mas a liberação do crédito continuará condicionada à análise de risco feita pelos bancos.
O programa destina-se a entregadores ciclistas e motociclistas, motofretistas e mototaxistas que utilizam motos ou bicicletas como instrumentos de trabalho, tanto por meio de aplicativos quanto com vínculo formal de emprego.
A linha de crédito permite financiar, sem entrada, a compra de um veículo novo por beneficiário, incluindo bicicletas elétricas, motonetas, ciclomotores, motocicletas elétricas e motos flex. Os empréstimos contam com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), prazo de até 48 meses para pagamento.
No caso dos entregadores e motociclistas de aplicativos, a iniciativa busca facilitar a renovação da frota por meio de financiamento de 100% do valor do veículo, com juros abaixo dos praticados no mercado, seguro prestamista e garantia do FGO, o que reduz o risco das operações para as instituições financeiras. Além dos trabalhadores, o programa também prevê incentivos para que empresas invistam em infraestrutura de recarga e troca de baterias para veículos elétricos.