(Ricardo Stuckert / PR/Agência Senado/Flickr)
Colaboradora
Publicado em 22 de setembro de 2026 às 09h48.
Última atualização em 1 de outubro de 2026 às 16h24.
O primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 segue concentrado na disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). É o que mostram duas pesquisas divulgadas na segunda-feira, 21 de setembro: o levantamento BTG/Nexus e a pesquisa Quaest, encomendada pela Globo.
Nos dois institutos, o petista lidera a corrida, mas a distância para o senador oscila dentro ou perto da margem de erro, e o cenário de segundo turno segue de empate técnico.
A pesquisa Nexus, contratada pelo Banco BTG Pactual, é feita por telefone, no sistema conhecido como CATI, com amostra nacional de eleitores a partir de 16 anos.
As rodadas do instituto costumam ouvir cerca de dois mil entrevistados em todo o país, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
O levantamento é registrado no Tribunal Superior Eleitoral, como exige a legislação eleitoral para pesquisas divulgadas neste período.
No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 40% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro soma 37%.
Augusto Cury (Avante) marca 6%, e Ronaldo Caiado (PSD) tem 5%. Renan Santos (Missão) registra 3%, enquanto Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) aparecem com 1% cada.
Os que disseram votar em branco, nulo ou afirmaram que não vão votar somam 4%, e outros 3% não souberam ou não responderam.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, Lula mantém 40%, e Flávio Bolsonaro tem 34%.
Augusto Cury aparece com 4%, e Ronaldo Caiado e Renan Santos marcam 3% cada. A parcela de indecisos é maior nesse cenário: 8% não souberam ou não responderam, e 6% disseram votar em branco, nulo ou que não vão votar.
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Em um eventual segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados, com 46% a 45%. Branco e nulo somam 7%, e 1% não soube ou não respondeu.
Nos demais cenários simulados pelo instituto, Lula também fica empatado tecnicamente com Augusto Cury, por 44% a 43%, com 11% de branco e nulo e 2% de indecisos.
Contra Ronaldo Caiado, os dois aparecem numericamente empatados, com 45% cada, e 9% de branco e nulo. Já contra Renan Santos e Romeu Zema, a vantagem do presidente é maior: 47% a 39% no primeiro caso, e 47% a 41% no segundo.
A pesquisa Quaest também é feita por telefone, com aplicação de questionário estruturado, e foi divulgada nesta segunda feira, 21 de setembro.
O instituto ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de setembro, em todo o território nacional. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento tem registro na Justiça Eleitoral sob o número BR-06004/2026 e foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo.
No cenário estimulado, Lula tem 37% das intenções de voto, ante 36% na pesquisa anterior, divulgada uma semana antes. Flávio Bolsonaro sobe de 31% para 33%, ficando no limite da margem de erro em relação ao presidente.
Augusto Cury aparece com 6%, uma leve queda em relação aos 7% do levantamento anterior. Ronaldo Caiado se mantém em 4%, e Renan Santos recua de 4% para 3%.
Romeu Zema tem 1%, e Samara Martins passa a pontuar, também com 1%. Os demais candidatos não atingiram 1% dos votos válidos.
O total de indecisos caiu de 10% para 8%, e o de eleitores que disseram votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas ficou em 7%.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são apresentados, o percentual de indecisos recuou para 35%.
No cenário de segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece um ponto à frente de Lula, com 42% a 41%, dentro da margem de erro, o que caracteriza novo empate técnico entre os dois.
A rejeição aos dois principais candidatos segue elevada e próxima: 55% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum, e 56% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro.
Já a avaliação do governo Lula teve leve alta, de um ponto percentual: 44% aprovam a gestão, e 50% desaprovam.
Entre os eleitores que indicaram um nome de candidato, 79% afirmam que a escolha já está definida e não deve mudar até outubro. Outros 21% dizem que ainda podem mudar de opinião.