Câmara dos deputados, cujos assentos estão sujeitos ao voto proporcional, não à maioria simples
Repórter
Publicado em 4 de outubro de 2026 às 07h01.
Última atualização em 4 de outubro de 2026 às 20h37.
Não existe um número fixo de votos que garanta a eleição de um deputado federal. Nas Eleições 2026, os deputados são escolhidos pelo sistema proporcional, no qual o resultado depende da votação individual e do desempenho do partido ou da federação. Para ocupar uma das vagas inicialmente conquistadas pela legenda, o candidato precisa alcançar pelo menos 10% do Quociente Eleitoral.
Diferentemente das eleições majoritárias, como as de presidente, governador e senador, nas quais a votação individual determina diretamente os vencedores, a eleição para deputado federal segue o sistema proporcional. Nesse modelo, o candidato não é eleito apenas pelo número de votos que recebe, mas também pelo desempenho do partido ou da federação a que está vinculado.
O primeiro cálculo é o do Quociente Eleitoral (QE), obtido pela divisão do total de votos válidos no estado pelo número de cadeiras disponíveis na Câmara dos Deputados. O resultado indica a quantidade de votos necessária, em média, para que uma legenda conquiste uma vaga. Em seguida, calcula-se o Quociente Partidário, que considera a votação do partido ou federação em relação ao QE para determinar, inicialmente, o número de cadeiras a que terá direito.
Depois de definida a quantidade de vagas de cada legenda, entra em cena a votação individual dos candidatos. De acordo com o artigo 108 do Código Eleitoral, para ocupar uma cadeira conquistada pelo partido ou pela federação, o candidato precisa ter obtido, sozinho, pelo menos 10% do Quociente Eleitoral. A regra estabelece, portanto, um limite mínimo de votos individuais para os candidatos eleitos pelo sistema proporcional.
Por isso, a quantidade de votos necessária para eleger um deputado federal pode variar significativamente entre os estados. Um candidato que obtenha 15 mil votos pode conquistar uma cadeira em determinado estado, enquanto outro, com 30 mil votos, pode não ser eleito em outra unidade da Federação com dinâmica eleitoral diferente.
A eleição depende da combinação entre a votação individual do candidato e o desempenho coletivo do partido ou da federação, que determina a quantas cadeiras a legenda terá direito e quais de seus candidatos as ocuparão.
Acompanhe os resultados das eleições 2026 em tempo real.
Não existe um número fixo. A eleição para deputado federal ocorre pelo sistema proporcional, e o resultado depende tanto dos votos individuais do candidato quanto do desempenho de seu partido ou federação.
O Quociente Eleitoral é calculado pela divisão do total de votos válidos no estado pelo número de cadeiras disponíveis. O resultado serve de referência para a distribuição das vagas entre partidos e federações.
O Quociente Partidário considera a quantidade de votos válidos obtidos pelo partido ou federação em relação ao Quociente Eleitoral. O cálculo determina inicialmente quantas cadeiras a legenda terá direito a ocupar.
De acordo com a regra descrita no artigo 108 do Código Eleitoral, para ocupar uma cadeira conquistada pelo partido ou pela federação, o candidato deve receber individualmente pelo menos 10% do Quociente Eleitoral.
Sim. Como a eleição é proporcional, a votação individual não é o único fator considerado. Um candidato pode receber mais votos do que outro de uma legenda diferente e ainda assim não ser eleito, dependendo do desempenho de seu partido ou federação na distribuição das cadeiras.
O voto dado a um candidato também integra a votação de seu partido ou federação para o cálculo das vagas. Por isso, ele pode contribuir para a eleição de outro candidato da mesma legenda ou federação.
O Quociente Eleitoral depende da quantidade de votos válidos e do número de cadeiras em disputa em cada unidade da Federação. Por isso, a quantidade de votos necessária para conquistar uma vaga pode variar de um estado para outro.