Eduarda Campopiano: aos 23 anos, deputada estadual foi a mais votada (Instagram/Reprodução)
Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 5 de outubro de 2026 às 11h10.
Eduarda Campopiano foi eleita deputada estadual por São Paulo com 1.956.238 votos em 2026. Aos 23 anos, a vereadora de Praia Grande conquistou o novo cargo dois anos depois de sua primeira eleição. Sua trajetória combina atuação nas redes sociais, participação em programas de debate e pautas conservadoras.
Com 1.956.238 votos, Eduarda Campopiano (PL) foi eleita a deputada estadual mais votada de São Paulo nas eleições de domingo, 4. Aos 23 anos, a vereadora de Praia Grande conquistou o novo cargo dois anos depois de sua primeira disputa eleitoral.
Conhecida por sua atuação nas redes sociais e pela oposição ao feminismo, Campopiano defende a criminalização do aborto e o acesso de mulheres a armas de fogo. Também se posiciona contra as cotas raciais e o reconhecimento da prostituição como profissão.
A vitória amplia uma trajetória eleitoral iniciada em 2024, quando conquistou uma cadeira na Câmara Municipal de Praia Grande, na Baixada Santista. Antes do primeiro mandato, já publicava conteúdo político e participava de programas como comentarista.
Nascida em Campinas, em 22 de julho de 2003, Maria Eduarda Campopiano Monteiro começou sua atuação pública nas redes sociais aos 18 anos.
Aos 19, passou a integrar equipes de comentaristas da Jovem Pan e do Fio Diário. Em 2023, participou do programa 'Linha de Frente', da Jovem Pan.
Sua primeira candidatura ocorreu em 2024. Pelo PL, foi eleita vereadora de Praia Grande com cerca de 3,6 mil votos, aos 21 anos.
Na campanha de 2026, Campopiano se associou a Lucas Pavanato, também do PL. O vereador paulistano foi eleito deputado federal com 3.038.438 votos, a maior votação de São Paulo para a Câmara dos Deputados.
Campopiano também esteve alinhada às candidaturas de Flávio Bolsonaro à Presidência e de Guilherme Derrite ao Senado.
A oposição ao feminismo ocupa espaço central na identidade pública da deputada eleita. Campopiano se apresenta como “inimiga número um das feministas” e participa de debates sobre aborto, segurança e direitos das mulheres.
Entre suas posições estão a criminalização do aborto e a defesa do acesso de mulheres a armas de fogo. Sua agenda também inclui críticas às cotas raciais e ao reconhecimento da prostituição como profissão.
A experiência de Campopiano em um cargo eletivo começou na Câmara de Praia Grande. Os registros de sua atuação incluem propostas relacionadas à educação e pedidos de manutenção urbana.
O Projeto de Lei nº 2 de 2025, de sua autoria, propôs prioridade de matrícula para irmãos na mesma unidade da rede municipal de ensino.
Na sessão de 3 de fevereiro, apresentou 21 indicações ao Executivo. Entre os pedidos estavam iluminação de quadras, manutenção de pontos de ônibus, reinstalação de playground e limpeza de vias, conforme o registro da Câmara Municipal.
As indicações documentam solicitações feitas à prefeitura, sem comprovar que os serviços tenham sido executados.
A trajetória pública de Campopiano também inclui uma acusação de racismo. Em maio, durante a participação no podcast RedCast, ela agradeceu pela colonização e pela catequização e associou povos indígenas a práticas de canibalismo.
Após as declarações, a artista e liderança indígena Katú Mirim registrou um boletim de ocorrência contra a então vereadora, acusando-a de racismo.
Eleita deputada estadual, Campopiano integrará a bancada do PL, que conquistou 28 cadeiras e será a maior de São Paulo na próxima legislatura.
É uma política do PL, vereadora de Praia Grande e eleita deputada estadual por São Paulo em 2026. Antes do primeiro mandato, atuou nas redes sociais e como comentarista.
Tem 23 anos. Nasceu em Campinas, em 22 de julho de 2003.
Recebeu 1.956.238 votos e foi a candidata mais votada para deputada estadual em São Paulo.
Suas posições incluem oposição ao aborto e ao feminismo, defesa do acesso de mulheres a armas e críticas às cotas raciais e ao reconhecimento da prostituição como profissão.