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Pesquisa Quaest em São Paulo: Tarcísio lidera com 42%; Haddad tem 27%

Nova rodada da pesquisa, encomendada pela Globo, mostra o governador ampliando a vantagem no primeiro turno

Quaest SP: Tarcísio segue liderando para vaga no governo do estado ( Pablo Jacob/Governo do Estado de SP/Flickr)

Quaest SP: Tarcísio segue liderando para vaga no governo do estado ( Pablo Jacob/Governo do Estado de SP/Flickr)

Diandra Guedes
Diandra Guedes

Colaboradora

Publicado em 8 de setembro de 2026 às 18h14.

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A cerca de quatro semanas do primeiro turno, a disputa pelo governo de São Paulo segue com Tarcísio de Freitas (Republicanos) na ponta.

A mais nova pesquisa Quaest, divulgada nesta terça-feira, 8, mostra o atual governador com 42% das intenções de voto, contra 27% de Fernando Haddad (PT).

No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados ao eleitor, Tarcísio sobe de 40% para 42% em relação à rodada anterior, de 25 de agosto. Haddad se mantém estável, com os mesmos 27%.

A diferença entre os dois primeiros colocados chega a 15 pontos percentuais, bem acima da margem de erro da pesquisa.

Os demais nomes seguem com desempenho marginal:

  • Policial Edjane (Agir) tem 1% (recuou de 2%);
  • Vera Lúcia (PSTU), Izadora Dias (PCO) e Carlos Machado (PCB) somam 1% cada, repetindo a rodada passada; e
  • Vivian Mendes (UP) não pontua, depois de ter registrado 1% em agosto.

Os eleitores que dizem votar em branco ou nulo, ou que não vão votar, somam 13% (eram 14%), enquanto os indecisos chegam a 14% (eram 13%).

Já na pesquisa espontânea, quando os nomes não são sugeridos ao entrevistado, o cenário é bem diferente: Tarcísio é citado por 22% (ante 21% em agosto) e Haddad, por 10% (ante 9%).

A grande maioria, 64%, ainda não sabe em quem votar quando não recebe uma lista de opções, o que mostra que a vantagem do governador na pesquisa estimulada também reflete o quanto o eleitorado já reconhece seu nome.

O levantamento também indica um eleitorado mais decidido: 69% afirmam que a escolha do voto já está definida, ante 67% na rodada de agosto. Os outros 31% dizem que ainda podem mudar de ideia até o dia 4 de outubro.

Um dos pontos que ajudam a explicar o crescimento de Tarcísio é o comportamento dos eleitores independentes, que não se identificam nem com o lulismo nem com o bolsonarismo.

Nesse grupo, o governador saltou de 27% para 34% das intenções de voto, enquanto Haddad caiu de 24% para 17%.

Do outro lado, Tarcísio tem 12% de apoio entre eleitores que se identificam como lulistas, e Haddad, 5% entre os que se identificam como bolsonaristas, sinal de que a polarização segue moldando o voto na disputa paulista.

Cenários de 2º turno

Simulado em confronto direto, o segundo turno também aponta vantagem de Tarcísio sobre o petista, e essa distância aumentou levemente em relação a agosto.

Na rodada atual, o governador tem 48% das intenções de voto (ante 47% em agosto) contra 31% do petista (ante 30%).

Os eleitores que declaram voto em branco, nulo ou que não vão votar somam 11% (eram 12%), e os indecisos são 10% (eram 11%).

A folga de 17 pontos percentuais entre os dois nomes mostra um cenário de baixa polarização eleitoral no estado, com o atual governador mantendo uma distância consistente do adversário mesmo num confronto direto, sem a fragmentação de votos entre candidatos menores.

Rejeição de candidatos

Além da intenção de voto, a Quaest também mediu o quanto cada nome é conhecido pelo eleitorado paulista e qual o potencial de rejeição de cada um, perguntando se a pessoa entrevistada conhece e votaria, não conhece, ou conhece e não votaria no candidato.

Tarcísio de Freitas segue com o mesmo patamar de rejeição da rodada anterior: 37% dizem que conhecem o governador e não votariam nele, o mesmo percentual de agosto.

Outros 50% conhecem e votariam, e 13% não o conhecem.

Fernando Haddad, apesar de estar atrás na corrida, aparece com o maior índice de rejeição entre os dois principais candidatos: 57% afirmam que conhecem e não votariam no petista, uma leve queda ante os 59% de agosto.

A parcela que conhece e votaria subiu de 34% para 35%, e 8% dizem não conhecer o ex-ministro.

Entre os candidatos com desempenho residual na disputa, o padrão se repete: baixo reconhecimento e, consequentemente, baixa rejeição.

Policial Edjane (Agir) é desconhecida por 87% dos entrevistados, Vera Lúcia (PSTU) por 81%, Carlos Machado (PCB) por 83%, Izadora Dias (PCO) por 89% e Vivian Mendes (UP) por 92%, o que limita o potencial de crescimento desses nomes no curto prazo até a votação.

O levantamento ouviu 1.800 eleitores paulistas com 16 anos ou mais, entre os dias 4 e 7 de setembro, em entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pelo Grupo Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-00959/2026.

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