Repórter
Publicado em 8 de setembro de 2026 às 18h11.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou nesta terça-feira, 8, a entrada de dois medicamentos genéricos à base de liraglutida no mercado brasileiro, ambos fabricados pela farmacêutica EMS para o tratamento de obesidade e diabetes tipo 2.
Os produtos têm como referência os medicamentos Olire e Linux, também desenvolvidos pela EMS e lançados nas farmácias no fim do ano passado. Enquanto o Olire é indicado para pacientes com obesidade, o Linux é destinado ao controle da diabetes. As apresentações com dose de 6 mg são disponibilizadas em formato de canetas aplicadoras.
Os dois medicamentos já são encontrados em grandes redes de farmácias online com preços anunciados a partir de R$ 84. A legislação brasileira determina que medicamentos genéricos tenham preço pelo menos 35% inferior ao dos produtos de referência, mas a EMS ainda não informou os valores definidos para as novas versões.
A liraglutida pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, sigla para peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1, hormônio produzido pelo organismo que atua no controle da glicose e da sensação de saciedade.O medicamento estimula a liberação de insulina quando há aumento dos níveis de açúcar no sangue, reduz a produção de glicose pelo fígado e diminui a velocidade de esvaziamento do estômago. Esses mecanismos contribuem para o aumento da sensação de saciedade.
Os medicamentos genéricos não podem receber nomes comerciais e devem ser vendidos com a identificação do princípio ativo. A entrada de novas versões da liraglutida ocorre em um mercado que passou a concentrar diferentes opções conhecidas popularmente como canetas emagrecedoras.
A diferença entre os tratamentos está, entre outros fatores, na frequência de aplicação. A liraglutida costuma exigir uso diário, enquanto medicamentos com semaglutida e tirzepatida são aplicados, em geral, uma vez por semana.
Estudos clínicos indicam que a tirzepatida pode apresentar maior redução de peso em comparação com agonistas isolados de GLP-1, mas os resultados variam conforme a dose utilizada, o medicamento avaliado e as características de cada paciente.