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Pesquisa para presidente Quaest: quem cresceu e quem caiu desde o último levantamento

A mudança mais significativa foi o crescimento de Augusto Cury, invertendo as apostas sobre quem é o candidato mais forte da chamada terceira via

Augusto Cury: psiquiatra e autor de autoajuda também ganhou mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais

Augusto Cury: psiquiatra e autor de autoajuda também ganhou mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais

Letícia Cassiano
Letícia Cassiano

Colaboradora

Publicado em 2 de setembro de 2026 às 15h57.

Última atualização em 2 de setembro de 2026 às 15h58.

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A pesquisa de intenção de voto para presidente da República da Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 2, mostrou diferenças estruturais na corrida eleitoral. Apesar de os líderes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) não terem oscilado expressivamente, o pelotão de baixo sofreu uma reconfiguração, sem que haja possibilidade de cravar se será definitiva ou passageira.

Este é o primeiro levantamento do instituto depois de todas as entrevistas com os presidenciáveis no Jornal Nacional, na Globo, e do debate na Band, que deu tempo de tela para os candidatos convidados menos conhecidos apresentarem suas propostas.

Desde a última pesquisa Quaest, divulgada em 14 de agosto, a mudança mais significativa foi o crescimento sem precedentes de Augusto Cury (Avante), que em algumas pesquisas dos últimos meses nem chegou a pontuar, invertendo as apostas sobre quem é o candidato mais forte da chamada terceira via.

Quem caiu e quem subiu

Enquanto em meados do mês passado Cury registrava 2%, hoje ele aparece com 10% das intenções de voto, furando a bolha dos demais candidatos, que ficaram pelo menos 6 pontos abaixo.

No cenário de primeiro turno da edição mais recente, Lula aparece com 37% e Flávio Bolsonaro, com 29%. Ambos mantiveram estabilidade dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais desde os resultados anteriores, quando o presidente tinha 38% (-1 ponto) e o senador, 31% (-2 pontos).

Renan Santos (Missão) tinha 4%, caindo para 3%. Romeu Zema (Novo) tinha 2% e foi para 1%. Ronaldo Caiado foi o que mais perdeu (3 pontos), caindo de 4% para 1%. Samara Martins se manteve estável e está empatada com Santos, Zema e Caiado.

Nas duas semanas que separam os resultados, Augusto Cury acumulou: 1 ponto de Lula, Renan Santos e Zema; 2 pontos de Flávio Bolsonaro; e 3 pontos de Caiado, somando os 8 pontos de diferença com o levantamento anterior.

Voto certeiro

Apesar da mudança, o espaço para grandes mudanças, como um crescimento contínuo de Cury, está diminuindo. Cada vez mais, a certeza dos eleitores de Lula e de Flávio Bolsonaro aumenta.

Em duas semanas, os eleitores do petista que não pretendem mais mudar o voto subiram de 77% para 80%. No mesmo período, os eleitores decididos de Flávio saíram de 70% para 75%. Enquanto isso, a decisão da base de Cury foi de 32% para 52%, acompanhando a explosão de conhecimento sobre o candidato, mas permanecendo infiel ao candidato.

Definição de voto da pesquisa Quest de 2 de setembro

A Quaest entrevistou 2.004 eleitores de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026.

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