Lula vs. Flavio: poder de compra influencia voto, aponta pesquisa Quaest (Ricardo Stuckert/PR/Agência Senado/Montagem/Flickr)
Editor de Invest
Publicado em 7 de setembro de 2026 às 19h20.
Última atualização em 7 de setembro de 2026 às 19h28.
A percepção econômica das famílias aparece ligada à intenção de voto na pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 7.
Segundo Felipe Nunes, sócio-fundador da Quaest, em postagens nas redes sociais, o período de piora na aprovação do governo coincide com o intervalo, de julho a setembro, em que mais brasileiros voltaram a reclamar de acúmulo de dívidas.
No levantamento, 28% dos entrevistados dizem ter muitas dívidas, 44% afirmam ter poucas e 27% dizem não ter nenhuma. A parcela dos que se declaram muito endividados voltou a crescer no período recente.
Sobre a relação entre renda e preços, 10% dizem que a renda aumentou mais que o custo de vida; 33% que subiu na mesma proporção; 21% que aumentou menos que o custo de vida; e 33% que a renda não aumentou.
Esse quadro se reflete no voto de segundo turno. Entre os que perceberam aumento real da renda, Lula tem 77% contra 14% de Flávio Bolsonaro. Entre os que dizem que a renda não aumentou, Flávio aparece com 50% ante 28% de Lula. Entre os que sentiram o custo de vida subir mais que a renda, Flávio tem 55% contra 26%.
O Desenrola 2.0 acompanha o movimento. O programa de renegociação de dívidas começou bem avaliado, com 50% considerando a iniciativa uma boa ideia em maio, percentual que caiu para 43% agora.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, em entrevistas presenciais em todo o país, entre 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento, contratado pela Editora Globo e pela Globo Comunicação e Participações, está registrado no TSE sob o número BR-07065/2026.