Em declaração à Deadline, o ator comentou que a produção teve uma conclusão satisfatória, mesmo com apenas uma temporada.
“Para mim, uma temporada é perfeita, já que consegui dizer tudo o que queria com este Homem-Aranha perigoso, inovador e pop-art”, disse. “Avante, para cima, para dentro.”
A série estreou em maio, primeiro no canal linear MGM+ e depois na plataforma Prime Video. Antes mesmo da confirmação do cancelamento, Cage já havia demonstrado dúvidas sobre a possibilidade de renovação.
Em entrevista à Variety, disse que, independentemente do futuro da produção, a equipe havia conseguido realizar o que pretendia e que a história funcionava por conta própria.
A primeira temporada deixou apenas alguns pontos em aberto, mas contou uma história considerada essencialmente completa.
Sobre Spider-Noir
Spider-Noir foi a primeira atuação de Cage em uma série de televisão e recebeu avaliações positivas. A produção tem 92% de aprovação entre os críticos e 90% entre o público no Rotten Tomatoes. Também recebeu 11 indicações ao Emmy em 2026, o maior número entre as séries da Prime Video neste ano, ganhando cinco neste domingo, 6.
Apesar da recepção, o custo elevado da produção e uma audiência considerada respeitável, mas sem desempenho de grande sucesso, podem ter pesado na decisão de encerrá-la após uma temporada. A série também se destacou por ter sido lançada em versões colorida e em preto e branco.
Para interpretar o personagem, Cage buscou referências em filmes das décadas de 1930 e 1940. Ele citou trabalhos de Howard Hawks e Pacto de Sangue (Double Indemnity), além de ter tentado combinar elementos dessas produções com a criação de Stan Lee.
Mesmo com o fim de Spider-Noir, Cage continuará trabalhando com a Prime Video. O próximo projeto do ator para a plataforma é o filme Madden, no qual interpreta o lendário técnico e comentarista de futebol americano John Madden. A produção estreia em 18 de novembro.
Cage também afirmou que pretende continuar trabalhando em projetos para plataformas de streaming. Segundo ele, já era favorável ao formato antes de ele se tornar predominante na indústria.
O acordo encerra uma batalha que começou em 2017 e envolveu uma discussão sobre quanto os responsáveis pela série tinham direito a receber dos lucros gerados pela franquia