Lula e Flávio: preferência geracional se inverte, mostra pesquisa
Editor de Invest
Publicado em 7 de setembro de 2026 às 18h45.
Última atualização em 7 de setembro de 2026 às 18h56.
A menos de um mês do primeiro turno, o que move o eleitor está dividido em partes iguais. Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 7, mostra que 43% dos brasileiros temem a volta da família Bolsonaro ao poder e outros 43% têm medo da continuidade do governo Lula. O empate no sentimento acompanha o equilíbrio nas intenções de voto e ajuda a explicar por que a disputa segue travada.
O dado que chama atenção está por trás da média nacional. O medo se inverte conforme a idade do eleitor, e a divisão contraria a leitura tradicional de que o eleitorado jovem é o mais refratário ao bolsonarismo. Entre os brasileiros de 16 a 34 anos, 51% dizem temer um novo mandato de Lula, contra 37% que temem o retorno da família Bolsonaro. As duas linhas se cruzaram em agosto e, desde então, abriram distância. No grupo de 60 anos ou mais, o quadro é o espelho: 51% temem a volta dos Bolsonaro e 35%, a continuidade de Lula. Na faixa intermediária, de 35 a 59 anos, há empate, com 43% de cada lado.
A inversão entre os mais jovens conversa com outro movimento captado pela Quaest: a desaprovação do governo tem subido justamente nessa faixa. Entre 16 e 34 anos, a reprovação passou de 46% em julho para 55% agora, enquanto a aprovação recuou para 38%. É o grupo em que Lula mais perde terreno, e o receio de um novo mandato petista avança no mesmo ritmo.
No cenário de primeiro turno, Lula aparece na liderança com 36% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 29%, e pelo escritor Augusto Cury (Avante), com 8%. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 3% cada, e Romeu Zema (Novo), 2%. Os indecisos somam 10%, e os que não pretendem votar em ninguém, 8%.
Na simulação de segundo turno, o equilíbrio fica ainda mais nítido: Lula e Flávio Bolsonaro empatam com 41% cada, dentro da margem de erro. Os que não votariam em nenhum dos dois são 13%, e os indecisos, 5%.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, em entrevistas presenciais em todo o país, entre 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento, contratado pela Editora Globo e pela Globo Comunicação e Participações, está registrado no TSE sob o número BR-07065/2026.