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Quem é dono da Trivia, concessionária do trem que pegou fogo em SP no 3º dia de operação

Antes de assumir, o contrato determinou um programa de investimentos iniciais e uma fase de transição operacional de 24 meses com a CPTM. Nos últimos 60 dias, a empresa acompanhou a operação

Estação Tatuapé da Linha 12-Safira da CPTM (@Linha12_CPTM/Twitter/Reprodução)

Estação Tatuapé da Linha 12-Safira da CPTM (@Linha12_CPTM/Twitter/Reprodução)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 23 de julho de 2026 às 10h27.

Última atualização em 23 de julho de 2026 às 11h38.

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As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade em São Paulo amanheceram com falha na circulação após falha na energia elétrica e incêndio em um dos trens da linha.

Em entrevista à CBN, o diretor de operações da empresa, Paulo Ferreira, afirmou que um incêndio em um trem que circulava entre as estações Brás e Tatuapé gerou o autodesligamento da rede elétrica e a região ficou sem energização.

Segundo Ferreira, o incêndio foi controlado com ajuda dos Bombeiros. A principal suspeita é que houve uma falha no trem. A expectativa da empresa é que o serviço seja normalizado para o pico da tarde de hoje.

"As falhas que houve nos últimos dias foram falhas muito pontuais e elas, em nenhum momento, interferiram na circulação dos trens. Essa realmente é uma falha mais grave, numa região mais sensível do sistema. E não, por enquanto, a gente está investigando, a gente não está levantando nenhuma hipótese que a gente não tenha certeza e a gente não possa afirmar", disse.

Para mitigar os efeitos, a Trivia Trens solicitou o acionamento do PAESE (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência), com 36 ônibus em operação para atendimento aos passageiros afetados.

Em nota, a empresa afirmou que lamenta os transtornos causados aos passageiros e reforça que está mobilizando todos os recursos necessários para o restabelecimento da operação.

Os ramais transportam por dia mais de 1 milhão de pessoas. Este é o terceiro dia de operação da Trivia Trens, concessionária do Grupo Comporte, que venceu o leilão das linhas em março de 2025.

Antes de assumir, o contrato determinou um programa de investimentos iniciais e uma fase de transição operacional de 24 meses com a CPTM.

Nos últimos 60 dias, a empresa acompanhou a operação com a CPTM.

Quem é o grupo Comporte, dono da Trivia Trens?

O grupo Comporte é ligado à família Constantino, fundadora e controladora da Gol Linhas Aéreas, e opera várias empresas de ônibus urbanos e rodoviários, como a BR Mobilidade, Piracicabana e Prata.

Em 2022, a empresa levou a concessão do metrô de Belo Horizonte, e em 2024 venceu o leilão de concessão da linha 7-Rubi e da construção e operação do projeto de trem que ligará São Paulo a Campinas, o TIC Campinas.

Como foi o leilão das linhas 11, 12 e 13

O leilão recebeu duas propostas. A Motiva ofereceu 1,45% de desconto. Segundo o edital, o vencedor seria a empresa que oferecesse o maior desconto nas contraprestações mensais a serem pagas pelo governo estadual à concessionária, montante calculado em R$ 1,49 bilhão.

O projeto prevê R$ 14,3 bilhões em investimentos privados ao longo de 25 anos de contrato. Segundo a gestão estadual, a futura concessionária será responsável por ampliar, reformar e operar os três ramais ferroviários. O objetivo é reduzir o tempo de espera entre os trens, aumentar a oferta de viagens e expandir a rede.

Serão construídas oito novas estações e reformadas as 24 já existentes, além da eliminação de todas as passagens ao nível, que serão substituídas por passarelas, viadutos ou passagens subterrâneas.

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