Disputa presidencial: prazo para a definição dos candidatos a vice-presidente termina na próxima quarta-feira, 5, mas duas chapas na disputa pelo Palácio do Planalto ainda não fecharam seus nomes (Ricardo Stuckert/PR/Agência Senado/Montagem/Flickr)
Repórter
Publicado em 2 de agosto de 2026 às 20h48.
O prazo para a definição dos candidatos a vice-presidente termina na próxima quarta-feira, 5, mas duas chapas na disputa pelo Palácio do Planalto ainda não fecharam seus nomes. Os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) seguem em articulações para escolher seus companheiros de chapa, em negociações que devem se intensificar nos próximos dias.
No caso do senador e candidato do PL, a principal dificuldade está na tentativa de ampliar o apoio político ao redor da candidatura. O nome mais desejado pelo partido era o da senadora Tereza Cristina (PP-MS), vista como uma escolha capaz de aproximar a chapa do agronegócio e de setores do centro político.
A senadora chegou a sinalizar disposição para aceitar o convite, mas o PP decidiu manter a neutralidade na eleição presidencial e não liberou sua participação na chapa. A decisão levou o partido a priorizar os acordos estaduais firmados pela legenda.
Após o recuo do PP, o PL passou a mirar o Republicanos. A principal aposta é a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, mas aliados avaliam que a negociação enfrenta dificuldades. Diante do cenário, integrantes do partido já consideram a possibilidade de uma chapa formada apenas por nomes do PL.
Flávio também busca uma vice mulher como estratégia para ampliar o diálogo com o eleitorado feminino, que representa a maior parcela do eleitorado brasileiro.
Além de Daniella Marques, outro nome que chegou a ser especulado nos bastidores foi o da deputada federal Renata Abreu (Podemos-SP), presidente nacional do Podemos. Assim como PP e Republicanos, porém, o partido também avalia manter neutralidade na disputa nacional para preservar alianças regionais.
A indefinição também permanece na chapa de Romeu Zema. O governador de Minas Gerais e candidato do Novo mantém conversas para definir quem ocupará a vaga, mas a tendência, segundo dirigentes da legenda, é que o ex-governador mineiro escolha um nome do próprio partido e forme uma chapa sem alianças externas.
Entre os nomes cotados está o senador Eduardo Girão (Novo-CE), embora integrantes da legenda não descartem outras possibilidades até a conclusão das negociações.
O Novo oficializou a candidatura de Zema à Presidência na última semana, mas ainda não confirmou o candidato a vice. As articulações para atrair outros partidos não avançaram: uma tentativa de aproximação com o Podemos, por meio do empresário Geraldo Rufino, não prosperou.
Enquanto Flávio Bolsonaro e Zema ainda negociam, outras três candidaturas já anunciaram seus companheiros de chapa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá novamente Geraldo Alckmin (PSB) como vice na tentativa de reeleição. A repetição da composição foi oficializada pelas convenções dos dois partidos.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) escolheu o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para ocupar a vaga de vice. A composição faz parte da estratégia do partido de apresentar uma alternativa fora da polarização entre PT e PL e também fortalecer a presença da legenda na disputa nacional.
Já Renan Santos (Missão) anunciou como vice o tenente-coronel da reserva da Brigada Militar do Rio Grande do Sul e jornalista Aroldo Medina. A chapa será formada apenas por integrantes do partido.
A escolha do vice é considerada estratégica nas disputas presidenciais porque pode ampliar alianças políticas, atrair segmentos específicos do eleitorado e influenciar a estrutura da campanha, incluindo o apoio partidário e o tempo de propaganda eleitoral.