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Tereza Cristina diz a aliados que aceita convite para vice de Flávio, mas aliança enfrenta entraves

Senadora aceitou o convite para ser vice da chapa 'a contragosto' e 'contrariada', dizem aliados

Senadora Tereza Cristina (PP-MS) (Pedro França/Agência Senado)

Senadora Tereza Cristina (PP-MS) (Pedro França/Agência Senado)

Publicado em 30 de julho de 2026 às 17h56.

Última atualização em 30 de julho de 2026 às 18h11.

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A senadora Tereza Cristina (PP) passou a ser o nome mais cotado para a candidatura a vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Reservadamente, aliados da senadora dizem que ela aceitou o convite para ser vice da chapa a "contragosto", "pressionada" e "constrangida".

Em nota divulgada na tarde desta quinta-feira, 30, a senadora diz que se encontrou com Flávio na véspera e que, no encontro, "falou-se, pela primeira vez, sobre a vice-presidência, mas nada foi decidido".

Treza Cristina diz que "qualquer composição de chapa depende de avaliações políticas e pessoais, além de consultas e acertos partidários".

Mesmo com um eventual sinal verde da parlamentar, a formalização da aliança dependeria de um apoio formal da federação formada por PP e União Brasil a Flávio Bolsonaro, o que é visto como improvável. Os dois partidos já têm lideranças em diversos estados comprometidas com o apoio à reeleição do presidente Lula, por exemplo.

Líderes da federação formada por União Brasil e PP dizem, sob reserva, que não apoiaram  a articulação com Tereza Cristina e que a sinalização de uma aliança irritaria dirigentes que já se comprometeram com a neutralidade no primeiro turno.

A própria senadora vinha resistindo ao convite de Flávio porque, embora identificada com o bolsonarismo, ela tem pretensões de ser presidente do Senado na próxima legislatura.

Além da falta de apoio dentro da própria legenda e do receio de Tereza Cristina em embarcar na campanha de Flávio, há outro fator que dificulta a composição: o estatuto do PP determina que alianças eleitorais precisam ser aprovadas em convenção partidária convocada com, no mínimo, oito dias de antecedência. O prazo para a realização das convenções, porém, termina em 5 de agosto. Não haveria, portanto, tempo hábil para a mudança de posição.

A federação União Progressista (União Brasil-PP) já havia sinalizado que pretendia adotar uma posição de neutralidade na eleição presidencial para evitar desgastes em estados onde há lideranças alinhadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Procurado, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que, neste momento, Tereza Cristina é candidata da legenda à presidência do Senado em 2027, mas confirmou que a discussão sobre a vaga de vice está em andamento.

 

Idas e vindas do nome de Tereza

Em entrevista à EXAME em junho, a ex-ministra da Agricultura disse que teria "outras prioridades". Antes, em março, ela disse que não havia sido confirmada.

Em março, Valdemar afirmou que a senadora não tinha interesse em ser vice de Flávio. Em 2022, a ex-ministra foi cogitada como vice de Jair Bolsonaro na campanha à reeleição.

Valdemar vinha defendendo Tereza Cristina como a vice ideal para a chapa de Flávio. A senadora era vista como um nome estratégico para atrair votos, especialmente entre mulheres e no setor do agronegócio.

A avaliação do PL é que a escolha de Braga Netto, sem uma sinalização positiva ao eleitorado feminino, custou a eleição, vencida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Acompanhe tudo sobre:Eleições 2026Flávio Bolsonaro

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