Ciro Nogueira é senador pelo PP do Piauí (Marcos Corrêa/PR/Flickr)
Repórter de agro e macroeconomia
Publicado em 31 de julho de 2026 às 11h53.
A direção nacional do PP decidiu manter a neutralidade na disputa presidencial e rejeitou a tentativa da senadora Tereza Cristina (PP-MS) de obter o aval da legenda para disputar a vice-presidência na chapa de Flávio Bolsonaro (PL).
A decisão foi tomada por maioria após consulta aos diretórios estaduais, realizada depois de a parlamentar informar a aliados que estava disposta a aceitar o convite e tentar reverter a posição já manifestada pelo presidente do partido, Ciro Nogueira (PP-PI), ao senador na semana passada.
Com a decisão, o PP também descartou convocar uma convenção nacional para deliberar sobre a participação de Tereza Cristina na chapa de Flávio Bolsonaro.
Em nota divulgada nesta sexta-feira, 31, a direção da legenda informou que a decisão foi comunicada e aceita pela senadora.
“O Progressistas, após consulta aos seus diretórios estaduais, decidiu, por maioria, permanecer neutro no processo eleitoral. Diante disso, reiteramos a decisão de não convocar Convenção Nacional. A decisão já foi comunicada e acatada pela nossa líder no Senado Federal, senadora Tereza Cristina”, afirmou o partido.
A decisão do PP impede, ao menos por enquanto, que Tereza Cristina seja oficialmente indicada para compor a chapa de Flávio Bolsonaro. Além do aval da legenda, a candidatura também dependia de um entendimento com o União Brasil, partido que integra a federação União Progressista com o PP.
A posição do Progressistas altera o cenário da disputa e obriga o PL a manter abertas as negociações para a escolha do candidato a vice.
Flávio Bolsonaro teve a candidatura à Presidência oficializada pelo PL durante a convenção nacional realizada no último sábado, 25, em São Paulo. Na ocasião, o partido optou por não anunciar o nome que ocupará a vice-presidência.
Durante as negociações, outros nomes chegaram a ser cotados para a vaga, entre eles as deputadas Bia Kicis (PL-DF), Júlia Zanatta (PL-SC) e Simone Marquetto (PP-SP), além da vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL-CE).
O nome de Tereza Cristina ganhou força nas últimas semanas por sua proximidade com o agronegócio e pelo potencial de aproximar a candidatura da federação União Progressista.
Com a decisão do PP de permanecer neutro, porém, Flávio Bolsonaro terá de buscar outro nome para completar a chapa.