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Flávio Bolsonaro propõe aos EUA criar zona de livre comércio nas Américas

Pré-candidato participou de audiência sobre o tarifaço americano, criticou a política externa do governo e afirmou que defenderá uma área de livre comércio entre países do continente

Publicado em 8 de julho de 2026 às 12h19.

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O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante viagem aos Estados Unidos.

Em transmissão nas redes sociais, o parlamentar afirmou que Lula "lambe as botas da China" e anunciou que defenderá junto ao governo americano a criação de uma área de livre comércio entre os países das Américas.

"Vim proteger o Brasil das tarifas e também do Lula. Todo mundo está vendo o vexame que o Lula está sendo na arena internacional", afirmou Flávio. Segundo ele, o presidente coloca "a ideologia acima dos interesses do povo brasileiro", ao priorizar a relação com a China e criticar os Estados Unidos.

Na terça-feira, o senador participou de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), etapa da investigação comercial que poderá resultar em uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A decisão do governo americano é esperada para 15 de julho.

Flávio disse acreditar que a recomendação pelo tarifaço deve ser mantida, mas afirmou ter feito uma defesa técnica e política contra a medida durante sua participação no encontro.

Proposta de livre comércio

O pré-candidato afirmou que apresentará às autoridades americanas uma proposta para criar uma área de livre comércio nas Américas, inspirada no antigo Nafta, hoje substituído pelo acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá (USMCA).

Segundo Flávio, o novo acordo poderia receber a sigla Afta (Americas Free Trade Agreement) e incluir, além dos Estados Unidos, países como Brasil e Argentina. Na avaliação do senador, as economias brasileira e americana são complementares e um tratado desse tipo poderia ampliar investimentos e o comércio entre os países.

Flávio também citou o recente acordo comercial firmado entre Estados Unidos e Argentina e afirmou que pretende discutir a possibilidade de ampliar esse modelo para outros países do continente durante reuniões previstas em Washington.

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