Edson Fachin: presença no 7 de setembro (Rosinei Coutinho/SCO/STF/Divulgação)
Redação Exame
Publicado em 7 de setembro de 2026 às 09h08.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, chegou nesta segunda-feira, 7, à Esplanada dos Ministérios, onde acontece o desfile cívico-militar do Dia da Independência, e cumprimentou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O ministro foi o único integrante da Corte a marcar presença na solenidade em Brasília.
A comitiva reúne ainda o vice-presidente Geraldo Alckmin, o assessor especial da Presidência Celso Amorim e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanha o evento ao lado da primeira-dama, Janja da Silva, e de ministros do governo. O advogado-geral da União, Jorge Messias, também está presente.
O comparecimento de Fachin ganha peso diante da crise que se instalou no STF após os desdobramentos das investigações sobre o Banco Master. Trata-se do segundo encontro entre Lula e o magistrado desde que a tensão na Corte se agravou. Na sexta-feira, 4, os dois já haviam estado juntos em cerimônia no Palácio do Planalto, quando Lula defendeu uma reforma no Judiciário e afirmou que ninguém está acima da lei.
O atrito envolve os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. Relator do Caso Master, Mendonça acionou a Polícia Federal em uma apuração que alcançou Moraes, que por sua vez incluiu o colega no Inquérito das Fake News. A tensão escalou depois que Mendonça retirou o sigilo do processo com as mensagens trocadas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master. Como presidente da Corte, Fachin oficiou os dois ministros, o procurador-geral Paulo Gonet e o diretor-geral da PF a prestarem esclarecimentos. Os ministros mais próximos de Lula na Corte, entre eles Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, não compareceram à cerimônia.
A solenidade começou às 9h e deve terminar por volta das 11h, com participação das Forças Armadas, das forças de segurança e de estudantes. O governo trata a data como celebração oficial da Independência e orientou que a programação não seja associada à campanha de reeleição de Lula. Os preparativos passaram por avaliação jurídica da Advocacia-Geral da União para reduzir o risco de questionamentos na Justiça Eleitoral em ano de disputa presidencial.
A programação prioriza símbolos nacionais e três eixos temáticos: soberania, combate ao feminicídio e a Copa do Mundo Feminina de 2027. Estão previstos desfile motorizado, apresentações das Forças Armadas e demonstrações aéreas no encerramento.