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Estádios de esportes femininos podem movimentar R$ 21 bilhões na economia

Relatório de empresas de arquitetura e fundos de investimento detalha o impacto financeiro de arenas próprias no esporte feminino

Esporte feminino pode girar até US$ 1 bilhão em estádios pelo mundo. (Agência Brasil/Reuters) (Agência Brasil/Reuters)

Esporte feminino pode girar até US$ 1 bilhão em estádios pelo mundo. (Agência Brasil/Reuters) (Agência Brasil/Reuters)

Fernando Olivieri
Fernando Olivieri

Redator na Exame

Publicado em 7 de setembro de 2026 às 08h50.

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A construção de arenas exclusivas para equipes de esporte feminino tem o potencial de movimentar somas bilionárias na economia do setor. Uma reportagem publicada pelo portal The Athletic detalha um estudo divulgado em conjunto pela empresa de arquitetura Populous e pelo fundo de investimentos Project Level, em colaboração com a consultoria Comeback Ventures.

O documento aponta que uma arena própria pode gerar receitas cumulativas incrementais estimadas entre US$ 1 bilhão (R$ 5,5 bilhões) e US$ 3,8 bilhões (R$ 20,9 bilhões) para um clube ao longo de um período de três décadas. O valor presente líquido do patrimônio imobiliário de um estádio de esporte feminino calcula-se entre US$ 211 milhões (R$ 1,1 bilhão) e US$ 637 milhões (R$ 3,5 bilhões).

Especialistas indicam que o esporte feminino superou o desafio de comprovação de demanda de público nos estádios. O obstáculo atual restringe-se à falta de infraestrutura própria de arenas para a realização de partidas e eventos de entretenimento.

O caso de sucesso do Kansas City Current

O estudo utilizou a trajetória do clube norte-americano Kansas City Current como principal referência de análise de mercado. A equipe inaugurou o CPKC Stadium para a temporada de 2024, após investimento de aproximadamente US$ 143 milhões (R$ 786 milhões) em obras civis às margens de um rio na região.

Apesar da capacidade reduzida de 11.500 lugares, o faturamento anual do clube disparou 260% no primeiro ano de uso da nova arena. A avaliação de mercado da franquia saltou de US$ 75 milhões (R$ 412 milhões) em 2023 para US$ 182 milhões (R$ 1 bilhão) em 2024, alcançando US$ 315 milhões (R$ 1,7 bilhão) em 2025, segundo dados da plataforma Sportico.

Os gestores destacam que o mercado de Kansas City ocupa posições secundárias em termos de receitas de franquias tradicionais masculinas de futebol americano e de beisebol na comparação nacional. O sucesso financeiro do time de futebol feminino demonstra a capacidade de superação de desvantagens estruturais regionais por meio do controle operacional de um estádio próprio.

Vantagens comerciais e acordos de transmissão

O relatório aponta que a posse de um estádio elimina a condição de clubes inquilinos em arenas compartilhadas. Times que alugam espaços enfrentam restrições de calendário, prioridades de prioridade menor frente a shows de música e dificuldades operacionais na venda de produtos de merchandising e alimentos.

A autonomia de arena impacta diretamente as negociações futuras de direitos de transmissão de televisão. Executivos ouvidos pelo The Athletic ressaltam que empresas de mídia exigem consistência de datas e horários para a fidelização de telespectadores, cenário inviável quando equipes dividem campos com outras frentes de entretenimento.

Novas franquias da liga NWSL, a exemplo do Denver Summit e do Boston Legacy, projetam a abertura de arenas próprias até o ano de 2028. Os projetos imobiliários funcionam como ferramentas de atração de patrocínios corporativos e de valorização patrimonial a longo prazo, impulsionando a expansão financeira de ligas de esporte feminino em nível global.

O sorteio e o calendário da Copa do Mundo Feminina de 2027

A expansão e a valorização das competições de elite impulsionam os preparativos para o próximo torneio global de seleções do futebol de mulheres. A entidade máxima do esporte definiu oficialmente o cronograma institucional para a definição das chaves da primeira fase do campeonato mundial que ocorrerá no próximo ciclo competitivo.

A cerimônia oficial do sorteio dos grupos está marcada para o dia 11 de dezembro. O evento ocorrerá nas dependências do Museu de Arte Moderna e estabelecerá o caminho inicial das seleções nacionais classificadas para a disputa da competição de maior relevância do calendário internacional de gramados femininos.

O planejamento logístico da federação internacional acompanha o crescimento de investimentos em infraestrutura e o avanço comercial de modalidades femininas. A definição prévia de datas e locais mobiliza comissões técnicas, federações filiadas e os mercados de turismo esportivo empenhados na expansão global da modalidade.

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