Lula: pronunciamento foi marcada por críticas à influência de potências estrangeiras (Ricardo Stuckert/Presidência da República)
Repórter
Publicado em 6 de setembro de 2026 às 20h45.
Última atualização em 6 de setembro de 2026 às 21h05.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a soberania brasileira em discurso de 7 de Setembro exibido em rede nacional de rádio e TV neste domingo, 6.
Às vésperas das eleições, o pronunciamento de Lula foi marcado por recados indiretos ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao criticar a interferência estrangeira no comércio internacional, na exploração mineral e extração de petróleo na Foz do Amazonas. O presidente defendeu que os recursos naturais do país sejam utilizados para impulsionar o desenvolvimento nacional e beneficiar a população.
“Não podemos baixar a cabeça diante de potências estrangeiras que querem transformar o Brasil novamente em colônia. Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém”, disse.
Lula acrescentou que "nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender. Somos um país soberano e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém."
Em outro momento, Lula também mencionou a aprovação, pelo Congresso Nacional, do Marco Legal, que, segundo ele, permitirá transformar as reservas de minerais críticos e terras raras em desenvolvimento e riqueza para os brasileiros.
“Defender a Independência do Brasil é defender nossa soberania e nossa democracia. Mais do que nunca, é preciso lutar pelo que é nosso”, afirmou.
Lula também disse que o Brasil trabalha pela paz mundial e pela harmonia entre as nações. Para concluir o pronunciamento, citou a biodiversidade da Amazônia, a defesa do meio ambiente, a riqueza cultural do país e a atuação brasileira na transição energética e no enfrentamento da emergência climática.