JHC: Em tentativa de aproximação com Lula, JHC deixaria caminho livre para eleição de Renan Filho (Divulgação/Instagram)
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Publicado em 14 de agosto de 2026 às 17h28.
O ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PSDB), conhecido pela alcunha de JHC, é um dos líderes na corrida ao Palácio República dos Palmares, casa do Executivo alagoano. No entanto, uma tentativa de aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode embaralhar o desenho eleitoral que vinha se formando no estado, colocando aliados como adversários e medindo a popularidade de famílias antigas.
Para essa aproximação com o governo federal, JHC estaria disposto a abandonar a disputa pelo governo de Alagoas, deixando caminho livre para seu rival mais competitivo, Renan Filho (MDB), da família Calheiros, aliada histórica de Lula. No lugar disso, o tucano disputaria o Senado, o que o colocaria em rota de colisão com aliados: o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), e sua esposa, Marina Candia, única lançada pelo PSDB à casa.
Segundo a última pesquisa eleitoral para governador no estado, divulgada pelo Instituto Ranking no dia 14 de julho, JHC aparece com 47% das intenções de voto no primeiro turno estimulado, contra 38% de Renan Filho. Na simulação de segundo turno entre os líderes, o placar fica em 48% a 39% para o ex-prefeito.
Já na pesquisa do mesmo instituto para o Senado, que já considerava o nome de JHC, o ex-prefeito lidera com 49% das intenções de voto, seguido por Renan Calheiros (MDB), com 35%. Na sequência aparecem Alfredo Gaspar (PL), com 27%, que saiu da disputa para concorrer à vice-presidência da República na chapa de Flávio Bolsonaro, e Arthur Lira (PP), com 21%.
No cenário 2 do levantamento, Calheiros aparece com 33%, Gaspar com 27%, Marina com 25% e Lira com 23%. Com a popularidade do ex-prefeito e sem Gaspar, as chances de Lira ser um dos dois eleitos à casa alta diminuem ainda mais.
Na última segunda-feira, 10, a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) realizaram uma operação para investigar supostas irregularidades na aplicação de R$ 97 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) em operações financeiras do Banco Master. O que teria acontecido durante a gestão de JHC na prefeitura.
Oito mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e cumpridos em cidades de Alagoas e São Paulo.
Os alvos da operação incluem João Felipe Alves Borges, secretário de Fazenda de Maceió nomeado pelo tucano, e que integrava o Conselho de Administração do Iprev à época dos fatos investigados.
Outros investigados são:
Segundo a coluna de Lauro Jardim no GLOBO, JHC foi ao encontro de Lula em Brasília no mesmo dia da operação, em reunião que ocorreu fora da agenda oficial. O ex-prefeito viajou novamente à capital federal na quinta-feira, 13.
Enquanto isso, os partidos só têm até este sábado, 15, para oficializar seus candidatos junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).