Eleições 2026: primeiro turno será realizado em 4 de outubro, e o segundo está marcado para 25 de outubro (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 25 de agosto de 2026 às 06h00.
A decisão de voto para a eleição presidencial está consolidada para a maior parte do eleitorado, mas alguns grupos demográficos mostram espaço maior para mudanças até outubro. Segundo a pesquisa BTG/Nexus, 80% dos eleitores que escolheram algum candidato no primeiro turno afirmam que o voto já está definido e não deve mudar, enquanto 19% dizem que ainda podem trocar de candidato.
Entre os jovens de 16 a 24 anos, porém, a parcela que admite mudar de voto chega a 30%, o maior percentual entre os recortes analisados.A idade é um dos fatores que mais diferenciam o grau de consolidação do voto. Entre os eleitores de 25 a 40 anos, 18% dizem que podem mudar de escolha. O percentual fica em 21% na faixa de 41 a 59 anos e cai para 13% entre quem tem mais de 60 anos. Neste último grupo, 86% afirmam que a decisão já está tomada.
A renda também mostra diferenças. Entre os entrevistados com renda familiar de 1 a 2 salários mínimos, 25% afirmam que ainda podem mudar de voto, contra 74% que consideram a escolha definitiva. Entre aqueles que recebem até um salário mínimo, 18% admitem mudança e 81% dizem estar decididos.
O dado de renda indica que a maior abertura para mudança não está entre os eleitores de menor rendimento em geral, mas especificamente na faixa entre 1 e 2 salários mínimos, onde um em cada quatro entrevistados ainda admite rever a escolha.Nas faixas superiores, o voto aparece mais consolidado. Entre quem recebe de 2 a 5 salários mínimos, 80% dizem que não pretendem mudar e 20% admitem troca. Acima de cinco salários mínimos, 85% consideram o voto definitivo e 15% ainda podem alterar a escolha.
A religião também aparece como um fator relevante. Entre os evangélicos, 22% dizem que podem mudar de voto até outubro, contra 78% que afirmam já ter decidido. Entre católicos, 18% admitem mudança e 82% dizem que a escolha está consolidada.
O maior percentual de eleitores abertos a rever o voto entre os grupos religiosos aparece, no entanto, entre pessoas de outras religiões: 25% afirmam que podem mudar de candidato, enquanto 74% dizem que a decisão está tomada. Entre os entrevistados sem religião, 16% admitem mudança e 83% consideram a escolha definitiva.
Entre os grandes grupos religiosos, os evangélicos apresentam uma parcela maior de eleitores abertos a mudar de voto do que católicos e pessoas sem religião.Os recortes por escolaridade apresentam variações mais estreitas. Entre os eleitores com ensino superior, 22% dizem que ainda podem mudar de voto, ante 18% no ensino médio e 19% entre aqueles com ensino fundamental.
No mercado de trabalho, a maior abertura aparece entre a PEA informal, População Economicamente Ativa ocupada no setor informal, com 23% dos entrevistados dizendo que podem rever a escolha. Entre os desocupados, esse percentual é de 21%. Na PEA formal, fica em 19%, e entre os que estão fora da PEA, em 18%.
O levantamento também mostra pouca diferença entre homens e mulheres. Entre as mulheres, 19% dizem que podem mudar de voto e 80% afirmam estar decididas. Entre os homens, são 20% e 80%, respectivamente.
Regionalmente, o Sul registra o maior percentual de eleitores que ainda admitem mudar de candidato, com 22%. No Norte/Centro-Oeste, são 21%; no Sudeste, 18%; e no Nordeste, 17%.
O Nordeste também apresenta o maior percentual de voto consolidado entre as regiões, com 82% dos entrevistados afirmando que a decisão não deve mudar. No Sudeste, são 81%; no Norte/Centro-Oeste, 78%; e no Sul, 77%.
A condição do município produz pouca diferença. Nas capitais, 80% dizem estar decididos e 19% admitem mudança. Nas regiões metropolitanas, os percentuais são de 81% e 19%, respectivamente. No interior, 80% afirmam que o voto está definido e 19% dizem que ainda podem trocar de candidato.