Corpus Christi: data é marcada pela confecção dos tradicionais tapetes coloridos (Ricardo Ribas/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 3 de junho de 2026 às 06h00.
Nesta quinta-feira, 4, é comemorado Corpus Christi, data importante para a religião católica.
Corpus Christi é considerado um feriado em várias partes do Brasil, mas não é um feriado nacional oficial. A data é considerada ponto facultativo pelo governo federal.
Isso significa que empresas privadas não são obrigadas a liberar seus funcionários. A decisão depende da política interna da companhia, de acordos coletivos ou da legislação municipal e estadual.
Quando o município decreta feriado, o trabalhador escalado para atuar no dia passa a ter direitos previstos pela CLT. Entre eles estão o pagamento em dobro pelas horas trabalhadas ou a concessão de folga compensatória em outra data.
Já nas cidades em que o Corpus Christi é apenas ponto facultativo, o expediente pode ocorrer normalmente. Nesse caso, o funcionário não recebe pagamento extra apenas por trabalhar no dia, salvo se houver previsão em convenção coletiva da categoria.
A possibilidade de “emendar” a sexta-feira também depende de cada empresa. Órgãos públicos federais costumam adotar a folga prolongada, mas no setor privado a decisão varia conforme acordos internos e necessidade operacional.
Corpus Christi é uma celebração da tradição católica dedicada ao sacramento da Eucaristia e sempre ocorre em uma quinta-feira, 60 dias após a Páscoa. No Brasil, a data é marcada por missas, procissões e pela confecção dos tradicionais tapetes coloridos em diversas cidades.
A data tem origem na Idade Média, vinculada às visões da freira agostiniana Juliana de Mont Cornillon (1193-1258), que solicitava uma festa específica para a eucaristia. Essas revelações foram levadas ao padre Thiago Pantaleão, que se tornou o papa Urbano IV em 1261, responsável pela oficialização da celebração.
A festa foi estabelecida após o episódio conhecido como o milagre de Bolsena, na Itália, quando uma hóstia teria sangrado durante uma missa, segundo relatos da época. A cerimônia se tornou tradicionalmente associada aos tapetes de sal, que representam a entrada de Jesus em Jerusalém. No Brasil, essa tradição chegou por meio da influência portuguesa e se expandiu com o uso de diversos materiais, como serragem, para compor os tapetes.
A data ainda é considerada um dia de preceito na Igreja Católica. Dias de preceito são aqueles em que os fiéis são obrigados a participar da Missa e evitar trabalhos e atividades que possam impedir a santificação do dia.