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Greve da CPTM chega ao fim após dois dias de paralisação

A suspensão da paralisação veio depois que o Governo do Estado apresentou uma proposta com avanços nas reivindicações da categoria

CPTM: o sindicato afirmou que a mobilização teve como objetivo a defesa dos empregos (NurPhoto/Getty Images)

CPTM: o sindicato afirmou que a mobilização teve como objetivo a defesa dos empregos (NurPhoto/Getty Images)

Naty Falla
Naty Falla

Repórter

Publicado em 5 de agosto de 2026 às 17h33.

Última atualização em 5 de agosto de 2026 às 17h52.

Os trabalhadores da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) decidiram nesta quarta-feira, 5, encerrar a greve que afetava a circulação dos trens das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.

A decisão foi tomada após assembleia realizada por volta das 15h30 (horário de Brasília), com 131 votos a favor do fim da greve contra 26 pela continuidade do movimento.

Segundo o sindicato, a suspensão da paralisação veio depois que o Governo do Estado apresentou uma proposta com avanços nas reivindicações da categoria, principalmente no que diz respeito a garantias relacionadas ao processo de concessão da CPTM.

Ainda assim, a entidade manteve o estado de greve. Isso significa que, embora os trens voltem a circular normalmente nas três linhas, os ferroviários seguem acompanhando o cumprimento dos compromissos firmados e o andamento das negociações. Além disso, não descartam novas paralisações caso os acordos não sejam cumpridos.

Em nota, o sindicato afirmou que a mobilização teve como objetivo a defesa dos empregos, a proteção dos direitos da categoria e a garantia de um transporte público de qualidade para a população.

Por que os trabalhadores da CPTM entraram em greve?

A greve dos trabalhadores da CPTM, iniciada na terça-feira, 4, foi resultado de um impasse entre os ferroviários e o Governo de São Paulo sobre o futuro dos funcionários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, concedidas à iniciativa privada.

A mobilização do sindicato aconteceu após uma mudança na operação das linhas. Mesmo com a Trivia Trens, assumindo os serviços no final do mês passado, uma série de falhas operacionais levou o governo de Tarcísio de Freitas a determinar o retorno, de forma temporária, da CPTM ao comando da operação por até 90 dias - nesse período a estatual vai atuar em conjunto com a empresa.

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