Jair Bolsonaro: ex-presidente está preso desde o dia 22 de novembro ( Ton Molina/STF/09-06-2025)
Repórter
Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 13h30.
Última atualização em 6 de janeiro de 2026 às 13h46.
Um eventual encaminhamento do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Hospital DF Star para realização de exames depende de autorização do Supremo Tribunal Federal, informou a Polícia Federal nesta terça-feira, 6.
Mais cedo, em nota anterior, a PF havia informado que o ex-presidente seria levado ao hospital para a realização de exames após sofrer uma queda durante a madrugada. A medida atendia a um pedido do médico particular do político.
Segundo comunicado da PF, o ex-presidente recebeu atendimento médico após relatar à equipe de plantão que havia caído. "O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação."
Mais cedo, o médico Cláudio Birolini confirmou que Bolsonaro sofreu um traumatismo cranioencefálico leve. "Em vista da situação em que ele se encontra, quedas com traumatismos são uma de nossas maiores preocupações. Já havíamos alertado sobre esse risco", disse o médico. O cardiologista Brasil Ramos Caiado também foi acionado.
A informação da queda foi divulgada primeiro pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que afirmou, em publicação nas redes sociais, que o ex-presidente teve uma crise enquanto dormia, caiu e bateu a cabeça em um móvel.
Integrantes da Polícia Federal, ouvidos sob reserva, afirmaram que houve atendimento no local e minimizaram a gravidade do episódio.
O episódio ocorreu poucos dias depois de Jair Bolsonaro apresentar melhora no quadro de saúde. Na semana passada, ele havia deixado o hospital DF Star, em Brasília, após permanecer internado por nove dias para uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral.
A internação começou em 24 de dezembro e terminou no primeiro dia do ano. Nesse período, Bolsonaro também passou por um bloqueio do nervo frênico, procedimento indicado para controlar crises recorrentes de soluços.
Segundo a equipe médica, o problema estaria relacionado a complicações da facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018.
Desde que voltou à custódia da Polícia Federal, no dia 1º, aliados e interlocutores vinham relatando uma evolução clínica considerada positiva, com redução significativa das crises de soluço.
Ainda assim, pessoas ouvidas sob reserva afirmam que Bolsonaro passou a relatar dificuldades para dormir. A queixa, segundo esses relatos, estaria associada ao funcionamento contínuo e ao barulho do sistema de ar-condicionado da unidade onde está custodiado.
A defesa levou a reclamação ao Supremo Tribunal Federal. Em petição encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados afirmaram que o barulho compromete o repouso do ex-presidente e solicitaram medidas como isolamento acústico ou adequação do espaço. Na segunda-feira, Moraes determinou que a Polícia Federal se manifeste, no prazo de cinco dias, sobre as condições relatadas.
Bolsonaro está preso desde o fim de novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta pelo STF por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.
*Com informações do Globo
*Versão anterior desta matéria informava que Bolsonaro seria encaminhado pela Polícia Federal ao Hospital DF Star para a realização de exames. Às 13h30, a PF atualizou o comunicado e esclareceu que um eventual encaminhamento ao hospital depende de autorização do Supremo Tribunal Federal.