Rio Taquari está sob alerta de inundação no Rio Grande do Sul. (Mario Tama/Getty Images)
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Publicado em 22 de julho de 2026 às 14h59.
O Estado do Rio Grande do Sul voltou a entrar em estágio de alerta máximo para o risco de grandes inundações. A Defesa Civil gaúcha emitiu avisos de risco hidrológico após os rios Taquari e Caí ultrapassarem as cotas de inundação, superando as estimativas iniciais de vazão para o período.
Ao todo, pelo menos 73 municípios gaúchos já registraram estragos e danos em decorrência dos acumulados de chuva registrados nos últimos dias. A área de maior atenção engloba diretamente as regiões do Vale do Taquari e do Vale do Caí, classificadas sob aviso vermelho de perigo.
Na Região dos Vales, em Encantado, o Taquari atingiu a cota crítica de inundação ainda na madrugada. Já em Lajeado, o nível do rio superou a marca de 19 metros e alcançou 20,80 metros durante a manhã, segundo dados oficiais do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).
No município de São Sebastião do Caí, a marca passou dos 11 metros, ultrapassando a cota de transbordamento de 10,50 metros. Em Montenegro, o nível do rio também se aproximou do limite crítico de 6 metros.
Rio Taquari está sob alerta de inundação no Rio Grande do Sul. (Reprodução/Simepar)
O risco imediato de inundação é provocado pela passagem de uma frente fria sobre o Rio Grande do Sul, que trouxe acumulados significativos de chuva em bacias hidrográficas já saturadas.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém avisos meteorológicos ativos para o estado. As previsões indicam volumes expressivos de precipitação na metade norte gaúcha, afetando regiões de cabeceira como a Serra, o Alto Uruguai e o Planalto.
A concentração de chuva nessas regiões altas faz com que a água escorra rapidamente em direção aos leitos dos rios Taquari e Caí. Quando a vazão acumulada chega às áreas mais baixas dos vales, ocorre o rápido extravasamento dos rios.
A tendência para os próximos dias indica a entrada de uma massa de ar frio e seco, favorecendo a diminuição gradual das instabilidades. Contudo, os rios levam horas ou até dias para escoar completamente a água acumulada nas cabeceiras.
Quando os rios ultrapassam a cota de inundação, o impacto na população é imediato. Vias públicas são bloqueadas por alagamentos, residências em áreas de risco são invadidas pela água e serviços essenciais como abastecimento de energia e água podem ser interrompidos.
Para minimizar prejuízos e proteger vidas, prefeituras locais e a Defesa Civil municipal acionaram planos de contingência preventiva. Em Lajeado, a remoção de famílias das áreas vulneráveis começou durante a madrugada, com o encaminhamento dos moradores para abrigos públicos estruturados no Parque do Imigrante.
No âmbito federal, o Governo Federal reconheceu a situação de emergência em sete municípios gaúchos devido aos danos causados pelas precipitações acumuladas.
A portaria foi oficializada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional no Diário Oficial da União (DOU). Os municípios contemplados são São Sepé, Erval Seco, Liberato Salzano, Coronel Bicaco, Cerro Grande, Novo Tiradentes e Seberi.
As regiões do Vale do Taquari e do Vale do Caí possuem um histórico recente de severos desastres ambientais.
A recorrência de eventos climáticos extremos nas mesmas bacias exige monitoramento constante, uma vez que o solo saturado aumenta o risco de deslizamentos de terra nas encostas.