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Samsung alerta para instabilidade no mercado por escassez de chips

Forte demanda por eletrônicos e automóveis impactou setor, que ainda lida com os gargalos de produção da pandemia

Samsung Galaxy S21: modelo pode ser o único lançamento topo de linha da Samsung no ano (Lucas Agrela/Exame)

Samsung Galaxy S21: modelo pode ser o único lançamento topo de linha da Samsung no ano (Lucas Agrela/Exame)

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Thiago Lavado

18 de março de 2021, 16h33

A escassez mundial de chips está preocupando gigantes da tecnologia, como a Samsung, a maior fabricante de semicondutores do mundo.

"Há um sério desbalanço na cadeia de oferta e na demanda de chips no setor de TI globalmente", disse Koh Dong-jin, co-CEO da Samsung em uma reunião de acionistas.

A própria Samsung atrasou o lançamento do novo modelo Galaxy Note para o ano que vem e deve lançar apenas o Galaxy S21 como topo de linha neste ano. Koh afirmou que pode ser "difícil de lançar" o modelo e que poderia ser um fardo ter dois smartphones topo de linha no mesmo ano.

O déficit global de semicondutores é causado pela explosão da demanda por eletrônicos e veículos. No primeiro momento, as montadoras cancelaram contratos de aquisição de semicondutores, reduzindo a demanda. Quando as compras de carros voltaram a subir, houve uma busca maior por equipamentos desse tipo que não foi acompanhada pela oferta.

Enquanto isso, gargalos de fornecimento relacionados à pandemia agravaram o problema, o que levou fabricantes de chips a investir bilhões de dólares em novas unidades para lidar com o aperto, mas a perspectiva deve piorar até que a situação seja aliviada.

A demanda por equipamentos eletrônicos sofisticados está elevada, o que impacta o mercado. A Apple, no ano passado, atrasou o anúncio de novos iPhones e consoles como Xbox e PlayStation 5 têm estoques esgotados logo após o anúncio da chegada dos produtos.

De acordo com a Counterpoint Research, as fabricantes trabalham pesado para lidar com a demanda, mas levará tempo até que os investimentos supram a cadeia. "Isso pode significar escassez de alguns produtos durante vários meses, possivelmente até em 2022", disse Peter Richardson, um analista da empresa de pesquisa à BBC.