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Fones de condução óssea e abertos viraram febre entre quem corre e trabalha; veja 5 modelos

Modelos open-ear e de condução óssea mantêm o canal auditivo livre para garantir segurança na rua e conforto em expedientes longos de home office

Fones de condução óssea e abertos: formato que não veda o ouvido ganhou força entre corredores e profissionais em home office (Reprodução/Shokz)

Fones de condução óssea e abertos: formato que não veda o ouvido ganhou força entre corredores e profissionais em home office (Reprodução/Shokz)

Marina Semensato
Marina Semensato

Colaboradora

Publicado em 2 de agosto de 2026 às 10h00.

Os fones de condução óssea e de formato aberto (open-ear) deixaram de ser nicho esportivo e passaram a disputar espaço com modelos tradicionais no dia a dia de quem corre na rua e trabalha em casa.

Ao transmitir o áudio sem vedar o canal auditivo — seja por vibração nos ossos da face, seja por drivers posicionados na parte externa da orelha —, esses dispositivos permitem ouvir conteúdo de áudio e atender chamadas sem perder a percepção do ambiente ao redor.  A combinação de segurança e conforto prolongado explica por que rankings de fones esportivos e de produtividade em 2025 e 2026 passaram a incluir modelos open-ear entre as principais indicações.

Qual a diferença entre condução óssea e fone open-ear?

Os dois formatos compartilham a proposta de manter o ouvido livre, mas usam tecnologias distintas para entregar o som:

  • Condução óssea: transdutores apoiados sobre o osso temporal vibram e enviam o áudio ao ouvido interno, sem passar pelo canal auditivo. O formato típico é um arco que contorna a nuca. Marcas como Shokz e Haylou dominam essa categoria. O ponto forte é a percepção total do ambiente; o ponto fraco é a reprodução limitada de graves e o possível vazamento de som em volumes altos.
  • Open-ear (condução aérea): usa drivers convencionais posicionados na parte externa da orelha, sem vedar o canal. A entrega de graves tende a ser superior à da condução óssea, mas a isolação passiva é menor que a de um fone intra-auricular. Modelos como o Shokz OpenFit Air e o Baseus Bass BC1 se encaixam nessa categoria.

A escolha depende da prioridade, visto que a condução óssea oferece maior percepção ambiental e estabilidade para corrida; open-ear entrega som mais encorpado e serve melhor a quem alterna entre treino e chamadas de trabalho.

O que avaliar antes de comprar um fone aberto?

  • Tipo de atividade: corrida e ciclismo pedem modelos com arco de nuca (condução óssea), que ficam mais estáveis em movimentos intensos. Para trabalho e uso casual, formatos clip-on e earbuds open-ear oferecem mais versatilidade;
  • Microfone: quem usa o fone para chamadas de trabalho deve priorizar modelos com boom mic ou sistemas de beamforming com múltiplos microfones., além disso, os microfones embutidos na concha captam mais ruído de fundo;
  • Resistência à água: certificações IP55 e IP54 bastam para suor e respingos. IP67 ou superior serve a quem treina sob chuva forte ou nada;
  • Conexão multiponto: permite manter o fone pareado com o celular e o computador ao mesmo tempo, útil para quem alterna entre treino e expediente sem querer desconectar e reconectar o dispositivo.

5 modelos de fones abertos para corrida e trabalho

A seleção abaixo combina modelos de condução óssea e open-ear disponíveis no Brasil em lojas de esporte, marketplaces e importadores.

1. Shokz OpenRun Pro 2 (condução óssea)

Referência da categoria para quem busca som acima da média no formato. A tecnologia DualPitch combina um driver de condução óssea para médios e agudos com um módulo de condução aérea dedicado a graves — o que reduz a principal limitação do formato. Pesa cerca de 30 g, tem IP55 (resiste a suor e respingos), bateria de até 12 horas e carga rápida via USB-C (5 minutos rendem 2,5 horas). Bluetooth 5.3 com conexão multiponto. No Brasil, aparece entre R$ 1.100 e R$ 1.200 em lojas como Amazon, Magazine Luiza e Track&Field;

2. Shokz OpenComm 2 (condução óssea para trabalho)

Projetado para quem passa horas em chamadas. O diferencial é o microfone boom retrátil com cancelamento de ruído por DSP — ergonomia de headset corporativo, mas em formato aberto. Pesa 35 g, tem IP55, Bluetooth 5.1 com multiponto e bateria que varia de 8 a 16 horas conforme o tipo de uso (música ou chamada). A versão UC inclui dongle USB para conexão dedicada ao computador. Disponível em importadores e lojas especializadas no Brasil, com preços a partir de R$ 700;

3. Shokz OpenFit Air (open-ear)

Não é condução óssea. Usa a tecnologia DirectPitch, com drivers de 18 × 11 mm posicionados acima do canal auditivo. Cada fone pesa 8,7 g — um dos mais leves do segmento — e se fixa por ganchos flexíveis de liga níquel-titânio. Bateria de 6 horas por carga, com até 28 horas somando o estojo. Proteção IP54 e quatro microfones com cancelamento de ruído para chamadas. No Brasil, é vendido na Track&Field e em importadores, com valores a partir de R$ 500;

4. Haylou PurFree BC01 (condução óssea acessível)

Opção de entrada para quem quer experimentar o formato sem o investimento de um Shokz. Estrutura em liga de titânio, Bluetooth 5.2, certificação IP67 (submersível em até 1 metro) e bateria de cerca de 8 horas. O microfone duplo com cancelamento de ruído CVC funciona para chamadas casuais, mas fica abaixo dos modelos com boom mic em ambientes ruidosos. Encontrado em marketplaces brasileiros (Amazon, Mercado Livre, Magazine Luiza) por valores a partir de R$ 170;

5. Baseus Bass BC1 (open-ear clip-on)

Fone de clipe que prende na parte externa da orelha, sem arco de nuca. Drivers de 12 mm com diafragma de biocelulose e reforço de graves por IA entregam um som mais encorpado que a média dos open-ear nessa faixa de preço. Cada fone pesa 5,3 g, tem Bluetooth 6.0, proteção IP55 e bateria total de 38 horas com o estojo. Quatro microfones com redução de ruído por IA. Disponível via AliExpress e Amazon com preços a partir de R$ 100 (importado).

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