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Microsoft estuda construir usina de US$ 7 bilhões para abastecer data centers

Projeto idealizado pelas empresas Chevron e Engine No.1 busca acordo com a Microsoft para a construção de complexo de energia no Texas

Microsoft (Agence France-Presse/AFP)

Microsoft (Agence France-Presse/AFP)

Maria Eduarda Cury
Maria Eduarda Cury

Colaboradora

Publicado em 1 de abril de 2026 às 09h05.

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A Microsoft se aproxima de fechar um contrato com a Chevron e o fundo de investimentos Engine No.1 para a construção de um complexo de energia que destaque uma usina termelétrica no Texas, Estados Unidos. Segundo a Bloomberg, a instalação no oeste do estado americano direcionará energia para abastecer diversos centros de processamento de dados em uma mesma região.

O projeto inicial da Chevron com a Engine No.1 já estava sendo publicamente discutido, mas o cliente final, que pode se tornar a Microsoft, ainda não tinha sido revelado. "A Chevron, a Microsoft e a Engine No. 1 firmaram um acordo de exclusividade relacionado a uma proposta de geração de energia e comercialização de eletricidade. Nenhum termo comercial foi finalizado e não há um acordo definitivo neste momento", confirmaram as empresas envolvidas à reportagem. Alimentada por gás natural, a usina ficará perto da cidade de Pecos e pode chegar a custar US$ 7 bilhões e gerar 2.500 megawatts de eletricidade para os data centers.

Com os termos atuais, a intenção é que a instalação esteja preparada para alcançar os 2.500 megawatts em 2030, com as primeiras operações a serem realizadas em 2027. Caso a usina suporte os primeiros anos, as empresas planejam expandir a capacidade para um total de 5 mil megawatts.

Data centers isolados ou no espaço

Caso o acordo comercial da instalação chamada Energy Forge One LLC seja finalizado, a usina será construída em um local afastado de centros urbanos. A região escolhida é próxima à Pecos, quase  na fronteira entre Texas e Novo México. Um dos motivos para a seleção é que há um grande campo de petróleo ao lado, facilitando para que a usina terméletrica não tenha problemas de abastecimento causados pela enorme demanda que deve chegar a ter.

O setor de tecnologia está reavaliando a forma de prosseguir com a construção de data centers. Enquanto a Microsoft paralisa a expansão de instalações de infraestrutura para focar em melhorar os centros já existentes, companhias do ramo espacial como Starcloud e SpaceX seguem em busca de instalar data centers em órbita da Terra. A Blue Origin, de Jeff Bezos, sinalizou ambições semelhantes: a intenção é conseguir mais de 50 mil satélites que funcionem como data centers em órbita. Google, Aethero e Aetherflux também têm projetos em andamento na área.

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