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Eles começaram entregando jornais na madrugada e hoje comandam impérios bilionários

De Warren Buffett a Tim Cook, as maiores lendas da Fortune 500 compartilham o mesmo DNA operacional: o rigor, a logística e a resiliência aprendidos em rotas de jornais na infância

 (foto/Getty Images)

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Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 30 de abril de 2026 às 14h27.

Muito antes de decidirem sobre IPOs multibilionários ou liderarem as empresas mais valiosas do planeta, os titãs da indústria americana compartilhavam o mesmo despertador pré-alvorada.

A rota de jornais, hoje uma relíquia substituída pela logística digital, foi o primeiro "laboratório de MBA" para figuras que moldaram o capitalismo moderno.

Essa experiência não era apenas sobre o dinheiro inicial; era sobre a compreensão precoce da natureza humana e da mecânica dos negócios.

Como definiu Ross Perot, lendário candidato à presidência, o ofício ensina "princípios básicos de sobrevivência corporativa": gestão de estoque, pontualidade inegociável e a coragem de cobrar o cliente final, independentemente do clima.

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O oráculo da logística: Warren Buffett

Warren Buffett, que encerrou seu ciclo como CEO da Berkshire Hathaway no final de 2025, começou a entregar o The Washington Post aos 13 anos. Aos 14, sua "operação" já gerava US$ 175 mensais — superando o salário de muitos de seus professores na época.

Na sua primeira declaração de imposto de renda, o jovem Buffett já demonstrava o pragmatismo tributário que o tornaria famoso, deduzindo sua bicicleta e seu relógio como despesas comerciais.

Para ele, a maior lição foi a responsabilidade financeira: "Você aprende que precisa pagar pelos jornais todo mês, independentemente de os clientes te pagarem ou não. Você precisa ir buscar o dinheiro".

A disciplina operacional de Tim Cook e Michael Dell

Para Tim Cook, atual CEO da Apple (com sucessão prevista para John Ternus ainda este ano), a rota de jornais no Alabama foi o passaporte para a universidade. Primeiro de sua família a cursar o ensino superior, Cook aprendeu o valor da constância nas madrugadas de Robertsdale antes de revolucionar as cadeias de suprimentos globais.

Já Michael Dell transformou a entrega de jornais em um estudo de marketing direto. Em vez de abordagens aleatórias, o jovem Dell cruzava dados de certidões de casamento e novos registros imobiliários para oferecer assinaturas a quem realmente tinha propensão de compra. O resultado? US$ 18.000 em lucro em apenas um ano e a base estratégica do que viria a ser o modelo direto da Dell Technologies.

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