Tecnologia

Facebook vai desativar botões de curtir e compartilhar em sites a partir de 2026

Ferramentas criadas em 2010 deixam de funcionar em fevereiro; Meta cita mudança no uso da internet e diminuição no uso das funcionalidades

Após 10 de fevereiro, os botões deixarão de aparecer e serão substituídos por um elemento invisível no código, com tamanho 0x0 (Thomas Trutschel/Getty Images)

Após 10 de fevereiro, os botões deixarão de aparecer e serão substituídos por um elemento invisível no código, com tamanho 0x0 (Thomas Trutschel/Getty Images)

Publicado em 11 de novembro de 2025 às 10h24.

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A Meta anunciou que os botões de curtir e compartilhar do Facebook usados por sites de terceiros deixarão de funcionar a partir de 10 de fevereiro de 2026. A medida encerra uma funcionalidade criada há mais de uma década para ampliar o tráfego de páginas na internet por meio da rede social.

Segundo comunicado oficial publicado no blog da Meta, administradores de sites não precisarão realizar ajustes imediatos – mas podem optar por remover manualmente os plugins antes de 10 de fevereiro. Após a data, os botões deixarão de aparecer e serão substituídos por um elemento invisível no código, com tamanho 0x0.

Criados em 2010, os plugins externos faziam parte da estratégia de expansão do Facebook como ferramenta de recomendação social. Na época, eram apresentados como uma ponte para aumentar o alcance de conteúdos na plataforma e gerar tráfego para veículos de mídia e empresas.

Evolução do ambiente digital

Com a decisão, a Meta sinaliza uma mudança de postura. Segundo a empresa, os plugins “refletem uma era anterior do desenvolvimento da web e seu uso caiu naturalmente com a evolução do ambiente digital”.

Nos últimos anos, o próprio papel do Facebook dentro do ecossistema da Meta encolheu, ao mesmo tempo que a internet passou a integrar múltiplas redes, em vez de depender de uma só.

Hoje, é raro que sites mantenham integrações exclusivas com uma única rede social. Além disso, o declínio no uso desses botões acompanha a menor relevância do Facebook como canal de descoberta de conteúdos, diante da ascensão de outros meios, como Instagram e WhatsApp, ambos da própria Meta, e o TikTok.

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