Wi-Fi ruim em casa: como identificar e corrigir pontos mortos com app, reposicionamento e equipamentos de rede (Reprodução)
Colaboradora
Publicado em 29 de agosto de 2026 às 08h00.
Em casas ou escritórios grandes, é comum existir um cômodo específico em que o Wi-Fi não funciona. Muitos pensam que o problema está no roteador ou no plano contratado, mas se esquecem de checar a posição do equipamento e as barreiras físicas que impedem a conexão de alcançar certos lugares, criando o que os técnicos costumam chamar de ponto morto.
Antes de comprar qualquer equipamento, é interessante medir problema com um app gratuito, para eliminar causas de posicionamento e interferência. Só depois, escolher um produto como repetidor, rede mesh ou conexão cabeada com ponto de acesso. A seleção abaixo reúne soluções para localizar um ponto morto e produtos para quem lida com problemas de conexão.
Wifiman (Reprodução/PC Guia)
O WiFiman é um app gratuito da Ubiquiti, sem anúncios, disponível para Android e iPhone. Funciona como o primeiro passo antes de qualquer compra: mostra a intensidade do sinal em dBm, os canais das redes vizinhas, a latência e a perda de pacotes. Também roda testes de velocidade e, em dispositivos com LiDAR, pode mapear a cobertura ao caminhar pelos cômodos. No iPhone, a leitura de canais é limitada pelo sistema operacional, mas o app ainda exibe sinal, latência e velocidade.
Para usar, basta conectar o celular ao Wi-Fi, desligar os dados móveis e medir primeiro perto do roteador — essa é a referência. Depois, caminhar até o cômodo problemático e comparar. Sinal próximo de −67 dBm ou melhor sustenta vídeo e chamadas; abaixo de −70 dBm já é área problemática; abaixo de −80 dBm é zona morta.
É a opção mais confiável para um cômodo distante, em que um cabo de rede liga o roteador principal ao local, e outro roteador configurado em modo "Access Point" cria uma rede Wi-Fi com sinal pleno. Ajuda quem precisa de internet para home office, TV 4K, console e chamadas de vídeo. O custo pode ser baixo se já houver um roteador parado — o gasto se resume a cabo, conectores e, quando necessário, instalação.
Repetidor TP-Link RE305
O RE305 é uma opção de entrada para quem precisa cobrir um cômodo ruim, mas encontra no meio do caminho um ponto com sinal ainda forte. A instalação é feita pelo botão WPS ou pelo app Tether, e o aparelho opera em duas bandas. A limitação é clara: o repetidor precisa ficar em um local intermediário que ainda receba bom sinal do roteador — instalá-lo dentro do ponto morto só propaga uma conexão fraca. Não substitui uma rede mesh em casas grandes, mas resolve o problema em imóveis menores quando passar cabo não é viável.
Mesh Intelbras Twibi Force AX
É a opção mais equilibrada para apartamento grande, sobrado ou casa com vários cômodos mal atendidos. Em vez de repetir o sinal, os dois módulos criam uma rede em malha com um único nome de Wi-Fi e troca fluida entre os pontos. O modelo opera com Wi-Fi 6 e traz portas Gigabit. A compatibilidade com o sistema inMesh permite expandir a rede depois com outros roteadores Intelbras. A configuração é feita pelo app Meu Wi-Fi Intelbras. Se houver como ligar os módulos por cabo Ethernet, o desempenho melhora — mas o kit funciona sem fio.
Roteador Tp-link Deco X50 Mesh Wi-fi 6 Ax3000 Gigabit Pack com 2 Unidades
A alternativa para quem precisa de mais desempenho, tem plano de internet acima de 500 Mbps ou mantém muitos dispositivos conectados. O Deco X50 opera com Wi-Fi 6 AX3000 e traz três portas Gigabit por módulo — o que o torna mais indicado para home office, TV, videogame e backhaul Ethernet. O gerenciamento é feito pelo app Deco, que mostra a qualidade da ligação entre os módulos e alerta quando o satélite precisa ser reaproximado do principal.
TP-Link TL-WPA4220 KIT — Powerline AV600
O Powerline leva a conexão pela fiação elétrica da casa, com um adaptador perto do roteador e outro na tomada do cômodo afetado. É indicado quando passar cabo Ethernet é inviável e o repetidor não consegue captar sinal bom no meio do caminho. O desempenho depende da qualidade da instalação elétrica — em circuitos simples e bem conservados, funciona bem; em casas com fiação antiga, circuitos separados ou muitos equipamentos de alta potência, o resultado é imprevisível. Os dois adaptadores precisam estar na tomada da parede, nunca em filtro de linha, estabilizador ou nobreak.