Esporte

Los Angeles 2028 supera 6 milhões de ingressos vendidos; próximo lote só abre em 2027

Com mais de US$ 2 bilhões de arrecadação, LA 2028 fecha acordos para manter nomes em instalações esportivas

A cidade de Los Angeles segue se reinventando e buscando novas fontes de receita para ajudar a financiar as Olimpíadas de 2028 (SOPA Images/Getty Images)

A cidade de Los Angeles segue se reinventando e buscando novas fontes de receita para ajudar a financiar as Olimpíadas de 2028 (SOPA Images/Getty Images)

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 29 de agosto de 2026 às 07h45.

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A organização dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 (LA28) anunciou uma marca histórica para o evento. A venda de ingressos superou as expectativas iniciais e já ultrapassou a barreira dos 6 milhões de bilhetes comercializados ao redor do mundo. O número consolida a enorme expectativa do público para o retorno das Olimpíadas em solo americano.

De acordo com o comitê organizador, a alta demanda reflete o interesse global pelas novas modalidades e pelas tradicionais competições de atletismo, natação e ginástica artística. A estratégia de vendas em fases tem funcionado para garantir que torcedores de diferentes países consigam planejar a viagem com antecedência.

Quem não conseguiu adquirir as entradas nesta primeira etapa terá uma nova chance em breve. O comitê confirmou que o próximo lote oficial de ingressos será disponibilizado no primeiro semestre de 2027.

A recomendação das autoridades olímpicas é que os fãs de esportes realizem o cadastro prévio no site oficial de LA28 para receber os alertas de abertura das bilheterias virtuais.

A expectativa é que os ingressos para as finais mais disputadas e para as cerimônias de abertura e encerramento se esgotem em poucas horas após o início das vendas no próximo ano.

Patrocínios a LA 28

A cidade de Los Angeles segue se reinventando e buscando novas fontes de receita para ajudar a financiar as Olimpíadas de 2028. O comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 (LA28) já arrecadou mais de US$ 2 bilhões em receitas comerciais, impulsionado por contratos de patrocínio doméstico e licenciamento. A marca foi superada com anos de antecedência para a cerimônia de abertura. Esse montante coloca a edição americana no caminho para se tornar uma das mais lucrativas da história do esporte mundial.

"Esses jogos não serão somente maiores que os anteriores, mas serão marcantes, redefinindo como os próximos serão organizados. Serão os primeiros realizados na maior potência econômica e esportiva do mundo na era das redes sociais. Tudo relacionado à promoção, transmissão e divulgação será diferente a partir dessa edição, e o que veremos neles vai remodelar como os torneios regulares de diferentes modalidades serão realizados a partir de 2028", avalia Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, empresa de entretenimento norte-americana, comandada pelo cantor Jay-Z.

O avanço financeiro ultrapassou com folga o desempenho comercial dos Jogos de Paris 2024, que somaram cerca de US$ 1,2 bilhão em patrocínios locais. O resultado traz alívio financeiro aos organizadores, cujo foco principal é blindar os cofres públicos e os contribuintes locais.

Para chegar a esse montante, a organização dos Jogos está cobrando um valor extra das empresas para que mantenham seus direitos de nomeação em instalações esportivas durante os Jogos de Verão, ou que adicionem seus nomes aos locais olímpicos.

As Olimpíadas de Los Angeles 2028 seguem atraindo o interesse de grandes marcas, e pelo menos quatro grandes companhias já foram anunciadas: Starbucks, Honda, Comcast e Delta Air Lines.

Essa, aliás, é uma das principais novidades relacionadas aos patrocinadores, já que o Comitê Organizador das Olimpíadas de 2028 anunciou, durante o mês de agosto, que pela primeira vez o Comitê Olímpico Internacional (COI) vai autorizar que empresas batizem as instalações olímpicas, quebrando uma tradição centenária.

De acordo com o USOPP (U.S. Olympic and Paralympic Properties), esse novo ativo publicitário deve acrescentar uma fonte de receita considerável em relação aos outros eventos já realizados. A estimativa com receitas totais relacionadas aos Jogos de Los Angeles deve ultrapassar o patamar de US$ 6,9 bilhões.

“A venda dos naming rights se tornou uma alternativa muito interessante de receita. Os organizadores de grandes eventos estão percebendo que a rentabilidade das arenas não depende apenas dos jogos. Elas também representam uma oportunidade de atrair novas marcas parceiras e, claro, de promover ativações e ações inovadoras junto aos fãs de esporte. Esse é um mercado bastante promissor, que começa a ser explorado de forma cada vez mais estratégica pelas organizações", afirma Heraldo Evans, Diretor Comercial da Recoma, empresa especializada em infraestrutura esportiva.

Naming Rights de Arenas

Três arenas olímpicas já tiveram seus contratos de naming rights revelados. A Honda Arena, que vai continuar com o nome da empresa automotiva japonesa, e a Comcast, empresa americana de mídia e tecnologia, que vai dar nome à estrutura temporária que vai ser palco do squash, novo esporte do programa olímpico. Já a Intuit anunciou uma parceria que vai manter seu nome no Intuit Dome, local que abria os jogos do Los Angeles Clippers. Ainda existem outros 18 espaços que estão disponíveis para acordos ao mercado, com prioridade para os atuais patrocinadores do COI.

"Trata-se de uma inovação, já que pela primeira vez o COI está autorizando esses acordos dos equipamentos pelos naming rights. Além de valorizar e trazer para o contexto dos Jogos a força do patrocinador, é um incremento gigantesco das receitas, proporcionando que os valores com orçamento possam ser recordes", diz Anderson Nunes, Head de Negócios da Casa de Apostas, que adquiriu os naming rights na Arena Fonte Nova e Arena das Dunas, dois estádios que foram sede de jogos da Copa do Mundo de 2014.

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