Celular roubado: como usar o apagamento remoto para proteger dados no Android e no iPhone (AntonioGuillem/Getty Images)
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Publicado em 22 de abril de 2026 às 10h53.
Hoje em dia, ter o celular roubado ou furtado vai muito além de perder só o aparelho. O smartphone concentra acesso a contas bancárias, e-mails, redes sociais e documentos pessoais. Apagar os dados do celular de forma remota é uma das primeiras medidas para evitar que o ladrão acesse informações sensíveis, e é possível fazer isso tanto no Android quanto no iPhone.
No Android, o recurso se chama Localizador e/ou Encontre Meu Dispositivo; no iPhone, a função equivalente é o app Buscar (Find My). Os dois permitem enviar um comando de limpeza completa pela internet, sem que o dono precise ter o aparelho em mãos.
O apagamento remoto restaura o aparelho para as configurações de fábrica. Todos os aplicativos, fotos, vídeos, mensagens, contas logadas e arquivos armazenados no dispositivo são excluídos de forma permanente. O processo é irreversível — depois de concluído, não há como recuperar os dados do aparelho.
No iPhone, o Bloqueio de Ativação permanece ativo mesmo após a limpeza. Isso impede que outra pessoa reative o aparelho sem a senha da Conta Apple. No Android, a proteção equivalente exige que a conta Google original seja usada para configurar o dispositivo depois da redefinição de fábrica.
Se o celular estiver desligado ou sem conexão, o comando fica pendente e será executado assim que o aparelho voltar a acessar a internet.
O Encontre Meu Dispositivo (também chamado de Localizador, Encontrar e Find My Device) do Google funciona em qualquer aparelho Android vinculado a uma conta Google com conexão ativa. O passo a passo para apagar os dados remotamente consiste em:
Após a confirmação, o celular será formatado na próxima conexão com a internet. Uma vez concluída a limpeza, o serviço de localização deixa de funcionar para aquele aparelho.
Celulares Samsung também contam com o Samsung Find My Mobile (findmymobile.samsung.com), que permite fazer backup remoto na nuvem da Samsung antes de apagar os dados — recurso que o Google não oferece. Aparelhos Xiaomi podem usar a Mi Cloud (i.mi.com), que mantém o rastreamento mesmo após a redefinição de fábrica.
Desde dezembro de 2025, o Android inclui o recurso de Proteção contra roubo como padrão em aparelhos novos (a depender da fabricante e modelo). A função usa inteligência artificial (IA) para detectar movimentos compatíveis com um furto e bloqueia a tela de forma automática. Aparelhos com Android 10 ou superior podem ativar essa proteção nas configurações do sistema.
O apagamento remoto no iPhone é feito pelo serviço Buscar (Find My), disponível no iCloud e no app nativo de outros dispositivos Apple. O passo a passo:
O Bloqueio de Ativação impede a reativação do aparelho por terceiros. iPhones com iOS 15 ou posterior continuam rastreáveis mesmo após o apagamento remoto — versões anteriores perdem a localização depois da limpeza.
São procedimentos diferentes, mas que podem ser complementares em caso de roubo ou furto.
O bloqueio do IMEI é feito pela operadora de telefonia, impede que o aparelho se conecte às redes móveis (2G, 3G, 4G, 5G). O celular deixa de fazer ligações e acessar dados móveis, mas continua funcionando via Wi-Fi — e os arquivos pessoais permanecem intactos.
Já o apagamento remoto exclui todos os dados armazenados no dispositivo. Aplicativos bancários, fotos, conversas de WhatsApp e credenciais de acesso são removidos. Para proteção completa, o ideal é executar o apagamento remoto primeiro e depois solicitar o bloqueio do IMEI junto à operadora.
O Celular Seguro, lançado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, funciona como um canal para comunicar roubo, furto ou perda. O app notifica operadoras e instituições financeiras parceiras (Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú, Santander, Nubank, entre outras) para que bloqueiem contas e linhas telefônicas de forma coordenada.
O serviço não apaga os dados do aparelho. Para a limpeza remota, é preciso usar as ferramentas do Google (Android) ou da Apple (iPhone). O Celular Seguro também não substitui o boletim de ocorrência — o registro policial continua obrigatório.
O cadastro é gratuito e feito pelo app (Android e iOS) ou pelo site celularseguro.mj.gov.br, com autenticação via conta gov.br.
A ordem das ações importa. Apagar os dados antes de bloquear o aparelho garante que o comando de limpeza ainda consiga alcançar o dispositivo pela rede.
Operadoras como Vivo oferecem serviços próprios de proteção. O Modo Seguro da Vivo permite bloquear a tela, apagar dados, desativar a linha e bloquear o IMEI pelo aplicativo da operadora, sem custo adicional.
Configurar o aparelho com antecedência reduz o tempo de reação após o furto e aumenta a eficácia do apagamento remoto.
No Android, verifique se o Encontre Meu Dispositivo está ativo em Configurações > Google > Encontre Meu Dispositivo. Ative a Proteção contra roubo no menu de segurança. No iPhone, confirme que o Buscar está ativo em Ajustes > [seu nome] > Buscar > Buscar iPhone.
Mantenha o backup automático ligado — Google Drive no Android, iCloud no iPhone. Em caso de limpeza remota, os dados salvos na nuvem permanecem acessíveis em um novo aparelho. Anote o número do IMEI (disponível na caixa do produto, na nota fiscal ou digitando *#06# no discador) e guarde em local seguro fora do celular.