Selena Gomez: artista fundou a startup Wondermind Global em 2021 (Presley Ann/Getty Images for DAOU Vineyards/Getty Images)
Repórter
Publicado em 16 de agosto de 2026 às 17h11.
A defesa de Selena Gomez reagiu ao processo que acusa a cantora de fraudar investidores da Wondermind Global, startup de saúde mental fundada pela artista em 2021.
“As alegações de que Selena Gomez participou de qualquer suposta fraude ou outra irregularidade são completamente desprovidas de mérito, tanto factual quanto juridicamente”, afirmou Mathew S. Rosengart, advogado da cantora, à revista People.
Rosengart disse que a equipe jurídica apresentará um pedido para que a ação contra Gomez seja rejeitada. Segundo ele, a defesa contestará de forma contundente o que classificou como acusações falsas e sem fundamento.
O processo foi apresentado na quinta-feira, 13, à Justiça federal de Delaware, nos Estados Unidos. Além de Gomez, a ação inclui como rés sua mãe, Mandy Teefey, e Daniella Pierson, que também participaram da fundação da Wondermind.
Cinco investidores afirmam ter aplicado cerca de US$ 1,2 milhão na empresa e acusam as fundadoras de apresentar informações incorretas sobre as perspectivas de crescimento, a estrutura de liderança e os produtos que seriam desenvolvidos.
Segundo a ação, Gomez havia se comprometido a participar ativamente da construção da Wondermind como chefe de marketing, usando seu alcance nas redes sociais para divulgar a companhia. Os investidores alegam, porém, que a cantora não cumpriu o acordo.
O processo também questiona supostas parcerias com JPMorgan e Fidelity para oferecer serviços de saúde mental aos funcionários das instituições. De acordo com os autores da ação, esses acordos não existiam. Um aplicativo, contratos publicitários e conteúdos com celebridades prometidos pela empresa também não teriam sido entregues.
A Wondermind foi criada por Gomez, Teefey e Pierson com a proposta de ampliar o acesso a conteúdos e recursos relacionados à saúde mental. Em uma rodada de investimento realizada em 2022, a startup captou US$ 5 milhões e foi avaliada em US$ 95 milhões.
Os investidores afirmam que não foram informados sobre a deterioração financeira e operacional da companhia. Segundo a ação, eles só conheceram a dimensão da crise por meio de uma reportagem publicada pelo site The Cut em 2025.
A matéria apontava que Gomez tentava se afastar da empresa e descrevia a conturbada saída de Pierson do cargo de CEO. À época do processo, os investidores pediram a recuperação dos valores aplicados na Wondermind.
Pierson afirmou ao jornal The New York Times que nega categoricamente as alegações e que pretende apresentar documentos e registros financeiros para sustentar sua versão.