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Bad Bunny recebeu cachê pelo show do Super Bowl? Entenda

Liga banca a produção e paga apenas o valor mínimo sindical ao artista; retorno costuma vir de forma indireta

Bad Bunny: artista  porto-riquenho foi a atração do intervalo do Super Bowl 2026 (Neilson Barnard / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images/AFP)

Bad Bunny: artista porto-riquenho foi a atração do intervalo do Super Bowl 2026 (Neilson Barnard / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images/AFP)

Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 15h08.

Última atualização em 9 de fevereiro de 2026 às 17h55.

O cantor porto-riquenho Bad Bunny foi o nome escolhido para o show do intervalo do Super Bowl 2026, disputado no último domingo, 8, entre Seattle Seahawks e New England Patriots. Apesar de ser um dos espaços mais assistidos do entretenimento nos Estados Unidos, a apresentação não envolve o pagamento de um cachê tradicional como ocorre em shows comerciais.

De acordo com informações do jornal The New York Times, a política da liga, aplicada há décadas, prevê que a NFL não negocia cachês milionários com os artistas.

No modelo adotado, a NFL assume despesas como estrutura de palco, transporte, equipe técnica, efeitos, montagem e desmontagem. Já o artista recebe o valor mínimo sindical, estimado em cerca de US$ 1.000 por dia, e aposta no alcance do evento como retorno principal.

O intervalo do Super Bowl costuma durar entre 12 e 15 minutos e funciona como vitrine global para a carreira de quem se apresenta, já que o evento esportivo costuma ter audiência acima de 100 milhões de espectadores. O benefício para o artista é a exposição, que pode impulsionar o consumo de músicas, o interesse por novos projetos e o fortalecimento da imagem em mercados fora dos Estados Unidos.

A lógica contrasta com os valores que circulam na indústria musical. Bad Bunny, por exemplo, aparece entre os artistas com maior faturamento do mundo. De acordo com estimativa da Forbes, o cantor teve ganhos de US$ 66 milhões em 2025.

Por que a NFL não paga cachê milionário?

Além do retorno indireto para quem se apresenta, a liga justifica a regra com um princípio de prioridade: o jogo é o centro do evento. A organização considera que o intervalo deve complementar a final, e não competir com ela em importância.

Com isso, a NFL entende que o espaço funciona como promoção para os músicos, enquanto o evento esportivo mantém o protagonismo. A política se repete ano após ano e segue como padrão no maior espetáculo do futebol americano.

O show do intervalo do Super Bowl também se consolidou como uma das apresentações musicais mais assistidas do mundo. Nos últimos anos, algumas performances registraram audiências históricas, como Kendrick Lamar (2025), com 133,5 milhões de espectadores, Michael Jackson (1993), com 133,4 milhões, além de Usher (2024), com 123,4 milhões, Rihanna (2023), com 121 milhões, e Katy Perry (2015), com 118,5 milhões.

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