Pop

PlayStation sem discos: como decisão da Sony pode encarecer os jogos

Especialistas afirmam que fim dos jogos físicos reduz concorrência dos usados e amplia poder da Sony sobre os preços digitais

PlayStation: Sony encerrará a produção de jogos físicos em 2028, ampliando a aposta no mercado digital e reacendendo o debate sobre preços e propriedade dos games. (Imagem gerada por IA/EXAME)

PlayStation: Sony encerrará a produção de jogos físicos em 2028, ampliando a aposta no mercado digital e reacendendo o debate sobre preços e propriedade dos games. (Imagem gerada por IA/EXAME)

Publicado em 31 de julho de 2026 às 13h22.

A Sony pretende encerrar a produção de jogos físicos para o PlayStation até janeiro de 2028, uma mudança que pode transformar o mercado de games e afetar diretamente o bolso dos consumidores.

Com o fim dos discos, todos os novos lançamentos da plataforma passarão a ser vendidos apenas em formato digital.

A decisão vai além de uma mudança de mídia. Especialistas afirmam que ela fortalece o controle da Sony sobre os preços dos jogos, enfraquece o mercado de usados e reduz as opções para quem costuma economizar revendendo ou comprando títulos de segunda mão.

O que muda para os jogadores

Na prática, os consumidores deixarão de comprar, vender, emprestar ou trocar cópias físicas dos próximos lançamentos. Lojas especializadas também não poderão mais comercializar jogos novos do PlayStation após a transição.

Hoje, muitos jogadores reduzem o custo do hobby revendendo um game depois de terminá-lo ou adquirindo versões usadas por preços menores. Essa alternativa deixará de existir para os novos títulos.

"Quando essa transição acontecer, nenhum lançamento novo vai passar pela porta da loja", afirmou Matthew Johnson, gerente regional da rede Rock 30 Games, em entrevista à MPR News.

Por que os preços podem subir

Segundo Ben Shiller, economista da Universidade Brandeis à emissora, o mercado de jogos usados funciona como um concorrente das lojas digitais. Quando um jogo novo custa muito caro, muitos consumidores optam pela versão física usada, normalmente mais barata.

Como Sony e Microsoft não controlam os preços cobrados no mercado de segunda mão, a existência dessas cópias ajuda a limitar quanto as empresas conseguem cobrar pelas versões digitais.

Sem o mercado de usados, as fabricantes passam a ter muito mais liberdade para definir os preços dos jogos digitais, já que o consumidor perde uma das principais alternativas de compra.

Além disso, vender apenas versões digitais reduz despesas com fabricação, transporte e distribuição e elimina a divisão de parte da receita com varejistas, aumentando a margem de lucro das empresas.

Shiller lembra que, em 2013, apresentou à Microsoft um estudo indicando que eliminar a revenda de jogos poderia dobrar os lucros da divisão Xbox. Na época, a empresa chegou a restringir o compartilhamento de jogos no Xbox One, mas voltou atrás poucos dias depois diante da reação negativa dos jogadores.

Agora, porém, analistas avaliam que um recuo da Sony é menos provável, já que a maior parte das vendas de games acontece atualmente no ambiente digital.

Acompanhe tudo sobre:PlayStationSonyGames

Mais de Pop

‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’ mira US$ 300 milhões e ameaça ‘A Odisseia’

O que levou o BTS a boicotar o Grammy 2027? Entenda o protesto do grupo

'Magnum' da Marvel não terá segunda temporada; entenda o cancelamento

Novo 'Homem-Aranha' supera 'Ultimato' e quebra recorde nas bilheterias