Olivia Rodrigo: cantora conquista crítica com seu terceiro projeto (Reprodução/Instagram)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 12 de junho de 2026 às 09h45.
A cantora Olivia Rodrigo lançou nesta sexta-feira, 12, seu terceiro álbum de estúdio. Intitulado “you seem pretty sad for a girl so in love” (“você parece bastante triste para uma garota tão apaixonada”, em tradução livre), o disco chegou às plataformas digitais cercado de elogios da crítica especializada.
O novo trabalho sucede “Sour”, lançado em 2021, e “Guts”, de 2023, álbuns que transformaram Rodrigo em uma das principais estrelas do pop atual.
Desta vez, a cantora de 23 anos abandona parte da sonoridade pop-punk que marcou seus primeiros projetos e explora referências da música dos anos 1980 e 1990, como new wave, rock alternativo e baladas de piano.
No agregador de críticas Metacritic, o álbum recebeu nota 90, classificada como “aclamação universal”, com avaliações positivas de todos os veículos reunidos.
“You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love” acompanha a trajetória de um relacionamento em duas partes. As primeiras músicas mostram a euforia e a intensidade de se apaixonar, enquanto a segunda metade aborda o desgaste da relação e o momento do término.
O Los Angeles Times afirmou que Rodrigo se volta para “o prazer que vem antes da dor” e consegue criar músicas sobre o início de um romance “tão potentes quanto qualquer canção de término”.
A crítica destacou a faixa “Drop Dead”, em que a cantora transforma uma situação cotidiana, um encontro em uma fila de banheiro, em uma imagem de encantamento amoroso.
Já “U + Me = <3” foi apontada como um dos grandes momentos do álbum, descrita como uma “promessa eufórica de devoção”.
Uma das principais mudanças do novo álbum está na produção musical. Ao lado do produtor e parceiro de composição Dan Nigro, Rodrigo troca os elementos mais agressivos do pop-punk por uma mistura de sintetizadores, guitarras e referências à new wave, indie pop noventista e shoegaze.
A Variety afirmou que a cantora realizou uma “troca inteligente” ao abandonar o estilo mais característico dos primeiros discos, mas sem deixar o rock completamente de lado.
Segundo a publicação, aproximadamente metade do álbum apresenta uma retomada dos sons clássicos da new wave, com músicas que remetem ao período entre o fim dos anos 1980 e o início dos anos 1990.
A crítica classificou o disco como o trabalho “mais musicalmente abrangente” da carreira de Rodrigo até agora.
A recepção ao terceiro álbum de Olivia Rodrigo foi marcada por elogios à evolução da artista como compositora.
A, conhecidamente criteriosa e rígida, revista Pitchfork afirmou que a cantora “nunca soou mais aventureira” e destacou que Rodrigo demonstra disposição para sair da zona de conforto após os sucessos de “Sour” e “Guts”.
Para a publicação, que deu o raro selo "Best New Music" ao álbum, a obra representa um avanço na carreira da cantora, que deixou para trás parte do sarcasmo presente em músicas como “good 4 u” e “get him back!” para explorar uma fase mais madura.
“Ela é uma jovem de vinte e poucos anos ansiosa para dar grandes passos fora de sua zona de conforto”, escreveu a crítica.
A Pitchfork também elogiou a parceria entre Rodrigo e Dan Nigro, afirmando que o terceiro trabalho dos dois é “de longe o mais sofisticado” da colaboração.
O disco também conta com a participação de Robert Smith, vocalista da banda The Cure, na faixa “What’s Wrong With Me”.
A presença do músico reforça uma das principais influências do álbum. Ao longo do projeto, Rodrigo faz referências ao grupo britânico, incluindo uma menção à música “Just Like Heaven” na faixa “Drop Dead”.
Segundo a Variety, a cantora constrói uma espécie de “caso de amor” com o The Cure ao longo do disco, combinando elementos da banda com sua própria identidade pop.
Com “You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love”, Olivia Rodrigo amplia o repertório construído nos dois primeiros álbuns e mostra uma nova abordagem para suas composições.
Já a Variety destacou que Rodrigo continua demonstrando força como contadora de histórias e afirmou que sua capacidade de acompanhar “todo o arco de um relacionamento” é mais uma prova de seu talento como compositora.
O novo álbum chega após uma fase de grande sucesso para a cantora. “Guts”, lançado em 2023, alcançou o topo da Billboard 200 e deu origem à GUTS World Tour, turnê mundial encerrada em 2025.