Decisão cita restrição anterior que mantém suspensas as visitas, exceto para médicos, fisioterapeutas e advogados (Reprodução/Redes Sociais)
Colaboradora
Publicado em 8 de agosto de 2026 às 13h14.
Última atualização em 8 de agosto de 2026 às 13h17.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para que os filhos do ex-presidente o visitassem neste domingo, 9, Dia dos Pais.
A defesa havia solicitado autorização para que Carlos, Jair Renan e Flávio Bolsonaro visitassem Bolsonaro durante a tarde. Segundo os advogados, o pedido tinha caráter excepcional e finalidade “humanitária e familiar”, para preservar os vínculos entre o ex-presidente e os filhos.
Na decisão publicada neste sábado, 8, Moraes considerou o pedido prejudicado em razão de uma determinação anterior que suspendeu as visitas a Bolsonaro por 30 dias.
A restrição mantém apenas as visitas permanentes de médicos, fisioterapeutas e advogados. A decisão cita o § 1º do artigo 41 da Lei de Execuções Penais (LEP).
A suspensão das visitas foi determinada em decisão de 17 de julho de 2026. Segundo a decisão mais recente, a defesa apresentou o pedido em 5 de agosto para que as visitas fossem realizadas em 9 de agosto.
Moraes afirmou que, diante da suspensão das demais visitas pelo prazo de 30 dias, o pedido de autorização para a data comemorativa estava prejudicado.
A decisão foi proferida no âmbito da execução penal de Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, sendo 24 anos e 9 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção, em regime inicial fechado, além de 124 dias-multa.
Além da suspensão geral das visitas, Flávio Bolsonaro tem uma restrição específica. Em julho, Moraes suspendeu por 90 dias as visitas do senador ao pai.
A medida ocorreu depois que Flávio divulgou nas redes sociais uma carta escrita por Bolsonaro. No documento, o ex-presidente o designava como porta-voz na disputa eleitoral deste ano.
Uma das restrições impostas a Bolsonaro proíbe a divulgação de manifestações dele nas redes sociais, inclusive por terceiros.
A defesa recorreu da suspensão das visitas de Flávio e afirmou que a medida era desproporcional. Os advogados também disseram que Bolsonaro não sabia que a carta seria divulgada e negaram combinação prévia para a publicação.
O recurso foi encaminhado por Moraes à Procuradoria-Geral da República (PGR), que deverá se manifestar sobre a manutenção ou não da restrição.