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Quem é Duane Davis, ex-líder de gangue condenado pelo assassinato do rapper Tupac Shakur

Segundo a acusação, Davis teria ordenado o assassinato depois que seu sobrinho foi agredido por integrantes do grupo que acompanhava Tupac

Davis foi condenado por homicídio em primeiro grau com uso de arma letal (BIZUAYEHU TESFAYE/AFP)

Davis foi condenado por homicídio em primeiro grau com uso de arma letal (BIZUAYEHU TESFAYE/AFP)

Naty Falla
Naty Falla

Repórter

Publicado em 1 de setembro de 2026 às 16h46.

Última atualização em 1 de setembro de 2026 às 16h57.

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Quase trinta anos após a morte de Tupac Shakur, o ex-líder da gangue Duane “Keffe D” Davis, 63, foi considerado culpado nesta segunda-feira, 31, pelo assassinato do rapper, morto a tiros em Las Vegas em 1996. 

Davis foi condenado por homicídio em primeiro grau com uso de arma letal. Ele pode receber prisão perpétua sem direito à liberdade condicional. Após o anúncio da decisão, o réu disse à juíza Carli Kierny que pretende recorrer. A sentença está marcada para 13 de outubro.

Segundo a acusação, Davis teria ordenado o assassinato depois que seu sobrinho foi agredido por integrantes do grupo que acompanhava Tupac, também conhecido como 2Pac, em um cassino de Las Vegas. 

Na época, Davis liderava a South Side Compton Crips, gangue que controlava partes de Los Angeles. De acordo com o promotor Binu Palal, ele teria conseguido uma arma, reunido integrantes do grupo e saído à procura do rapper.

Tupac Shakur (Photo by Bob Berg/Getty Images) (Bob Berg/Getty Images)

Tupac estava em Las Vegas para acompanhar uma luta do boxeador Mike Tyson. Duas horas depois do confronto no cassino, o rapper foi baleado dentro de um BMW. Um homem que estava em um Cadillac branco parou ao lado do veículo em um semáforo e efetuou os disparos. Para os promotores, Davis entregou a arma ao atirador que estava no banco traseiro do Cadillac.

O assassinato de Tupac, aos 25 anos, permaneceu por décadas entre os casos não solucionados mais conhecidos dos Estados Unidos. Davis é a única pessoa acusada pelo crime.

A investigação foi reativada após a publicação, em 2019, das memórias de Davis. No livro, ele afirma que estava no banco dianteiro do Cadillac branco no dia do assassinato. Durante o julgamento, porém, negou as confissões e se declarou inocente. O advogado de defesa, Michael Sanft, afirmou que os relatos eram ficção e mentiras criadas para promover o livro.

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