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Como o Lego virou arma nas guerras de propaganda digital

Vídeos com inteligência artificial usam estética de brinquedo e memes para ampliar o alcance de campanhas políticas nas redes sociais

Imagens no estilo Lego são usadas para representar cenários de conflito em conteúdos digitais (Revayat-e Fath/Divulgação/Divulgação)

Imagens no estilo Lego são usadas para representar cenários de conflito em conteúdos digitais (Revayat-e Fath/Divulgação/Divulgação)

Publicado em 21 de março de 2026 às 06h00.

Vídeos com estética de Lego, uso de inteligência artificial e formato de meme têm sido utilizados em conteúdos sobre conflitos entre países nas redes sociais. As produções combinam referências da cultura pop com representações de cenários de guerra e lideranças políticas.

Esses materiais incluem versões estilizadas de figuras como Donald Trump e Benjamin Netanyahu, além de simulações de ataques e ambientes urbanos. Segundo o Wall Street Journal, conteúdos nesse formato foram divulgados por canais ligados a governos em contextos recentes.

Como o Lego virou ferramenta nas guerras de informação

A estética inspirada em Lego tem sido observada em publicações relacionadas a disputas geopolíticas. Um dos exemplos envolve vídeos que retratam ataques militares com personagens no formato de brinquedo, incluindo representações de cidades e lideranças políticas.

Esse tipo de conteúdo também já apareceu em materiais associados à pandemia de Covid-19, processos eleitorais e campanhas de recrutamento militar em países europeus, de acordo com o WSJ.

A linguagem visual simplificada permite apresentar cenários complexos de forma direta, o que contribui para a circulação desse tipo de material nas redes sociais.

Por que vídeos com Lego viralizam nas redes sociais

O uso de elementos visuais amplamente reconhecidos, como o formato Lego, facilita a identificação imediata das imagens. A estética padronizada contribui para a compreensão rápida do conteúdo.

Para Lukasz Olejnik, pesquisador visitante do Departamento de Estudos de Guerra do King’s College London, símbolos culturais carregam associações prévias que podem influenciar a forma como conteúdos são recebidos.

Já Daniel Butler, professor de ciência política da Universidade de Washington em St. Louis, afirma que esse tipo de representação torna os conteúdos mais acessíveis ao público, exatamente ao utilizar uma linguagem visual familiar.

IA na produção de conteúdos digitais

Ferramentas de inteligência artificial têm sido usadas para criar vídeos e imagens nesse formato com maior rapidez. Os conteúdos podem ser adaptados para diferentes idiomas e contextos, o que facilita sua reprodução em diversas plataformas.

 

Esses conteúdos também são ajustados de acordo com o público. Nos Estados Unidos, o costume é usar referências a videogames e filmes. Em outros contextos, a linguagem visual é mais simples e universal, com foco em alcançar audiências globais.

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