'Carrie, a Estranha': série baseada no livro de Stephen King terá diferenças importantes em relação às versões cinematográficas da história (Prime Video/Youtube/Reprodução)
Freelancer
Publicado em 7 de outubro de 2026 às 13h27.
A série "Carrie, a Estranha", que estreou nesta quarta-feira, 7, no Prime Video, adapta o clássico romance de Stephen King, 50 anos após o filme de 1976, estrelado por Sissy Spacek.
A produção acompanha Carrie White, uma adolescente marcada pelo isolamento, pelo bullying na escola e pela relação conturbada com a mãe, Margaret White.
Mas quais são as principais diferenças entre a nova produção e o filme que se tornou um clássico do terror?
A história de "Carrie, a Estranha" nasceu no livro publicado por Stephen King em 1974. A trama apresenta uma adolescente criada sob uma educação religiosa rígida que sofre com o isolamento e o bullying na escola.
A personagem também possui poderes telecinéticos, que permitem mover objetos com a mente. Conforme a pressão sobre Carrie aumenta, suas habilidades passam a ter um papel cada vez maior na história.
Para criar Carrie, Stephen King se inspirou em duas garotas que conheceu durante o ensino médio. Na página oficial do autor, ele explica que a personagem é uma combinação das duas e descreve a obra como uma história sobre os caminhos que as mulheres encontram para exercer seu poder e sobre os temores dos homens em relação às mulheres e à sexualidade feminina.
A primeira adaptação para o cinema chegou em 1976, dirigida por Brian De Palma. O filme se tornou uma das versões mais conhecidas da obra e ajudou a transformar Carrie em uma das personagens mais marcantes do terror.
O longa, de 98 minutos, acompanha a rotina de Carrie na escola e os acontecimentos que culminam no baile, o principal momento de horror da trama.
As principais diferenças estão no formato e na ambientação. Com oito episódios, a nova produção amplia o espaço para explorar personagens, relações e acontecimentos do livro e situa a trama em um contexto contemporâneo.
Na série, a morte repentina do pai leva Carrie, até então criada dentro de casa, a frequentar uma escola pública. Nesse ambiente, ela enfrenta um episódio de bullying que viraliza na internet e abala a comunidade.
As redes sociais ampliam a exposição da adolescente e acrescentam novas formas de pressão e crueldade à história.
A relação com a mãe, Margaret White, continua sendo um dos pontos centrais da trama, marcada pelo fanatismo religioso e pelo controle sobre a filha. A produção também mantém os poderes telecinéticos da protagonista, um elemento central do romance.
Summer H. Howell interpreta Carrie White, enquanto Samantha Sloyan vive Margaret White. O elenco também conta com Siena Agudong como Sue Snell, Alison Thornton como Chris Hargensen, Joel Oulette como Tommy Ross e Arthur Conti como Billy Nolan.
Amber Midthunder interpreta a professora Miss Desjardin, e Matthew Lillard vive o diretor Grayle. Josie Totah e Thalia Dudek completam o elenco principal nos papéis de Tina e Emaline, respectivamente.
A adaptação é comandada por Mike Flanagan, conhecido por produções como "A Maldição da Residência Hill", "A Maldição da Mansão Bly" e "A Queda da Casa de Usher".