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Blake Lively recebe indenização de US$ 400 mil após disputa judicial com Justin Baldoni

Atriz solicitava US$ 8 milhões no processo, mas juiz determinou apenas o pagamento dos honorários advocatícios

Blake Lively e Justin Baldoni: disputa judicial entre os dois terminou em maio (Everett Collection)

Blake Lively e Justin Baldoni: disputa judicial entre os dois terminou em maio (Everett Collection)

Naty Falla
Naty Falla

Repórter

Publicado em 27 de agosto de 2026 às 15h20.

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A atriz Blake Lively recebeu cerca de US$ 400 mil (aproximadamente R$ 2,2 milhões) em honorários advocatícios após uma decisão judicial relacionada à disputa com Justin Baldoni, seu colega de elenco em “É Assim que Acaba”. O valor, porém, ficou bem abaixo dos US$ 8 milhões que ela havia pedido. 

Na quarta-feira, 26, o juiz Lewis Liman determinou o pagamento de US$ 363 mil em honorários advocatícios e outros US$ 44 mil em custos judiciais. Segundo a decisão, divulgada pela revista Variety, Lively tinha direito apenas a valores considerados razoáveis para sua defesa contra o processo por difamação movido por Baldoni.

Lively havia pedido US$ 7,5 milhões em honorários e US$ 540 mil em custos. Liman considerou que as taxas cobradas pelos advogados não eram excessivas diante da complexidade e da importância do caso, mas avaliou que o número de horas apresentado para reembolso era considerado irrazoável.

A disputa judicial entre os dois terminou em maio, quando Lively e Baldoni chegaram a um acordo e evitaram um julgamento federal que estava previsto para o fim daquele mês. A única questão que permaneceu pendente foi justamente o pedido de Lively para ser ressarcida pelos custos de sua defesa.

O advogado de Baldoni, Bryan Freedman, afirmou que a atriz recebeu apenas cerca de 5% do valor solicitado e classificou a decisão como uma vitória significativa para seus clientes.

Já os advogados de Lively, Esra Hudson e Michael Gottlieb, disseram que o resultado demonstra que processos considerados retaliatórios podem gerar consequências. Segundo eles, o caso não tinha como objetivo obter dinheiro, mas responsabilizar os envolvidos.

Relembre a disputa entre Lively e Baldoni

A disputa começou em dezembro de 2024, quando Lively apresentou uma denúncia ao Departamento de Direitos Civis da Califórnia. Ela acusou Baldoni e a Wayfarer Studios de promoverem uma campanha online para difamá-la após ela relatar alegações de assédio sexual durante as filmagens de “É Assim que Acaba”.

Baldoni negou as acusações e processou Lively e seu marido, Ryan Reynolds, por difamação. Ele afirmou que os dois teriam criado falsas acusações para assumir o controle criativo do filme. O ator também processou o New York Times por publicar uma reportagem baseada principalmente na denúncia de Lively.

O processo contra o jornal foi posteriormente rejeitado. A decisão considerou que as alegações de Lively estavam protegidas pelo privilégio de litígio e que a reportagem do jornal representava um relato justo dos procedimentos judiciais.

Lively havia solicitado indenização com base em uma lei da Califórnia de 2023 criada para desencorajar processos de difamação considerados infundados contra pessoas que apresentam acusações de agressão sexual. Ela também havia pedido inicialmente indenizações punitivas e em valor triplicado, mas Liman decidiu anteriormente que esses valores não estavam disponíveis sob a legislação federal.

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