Justin Baldoni: caso teve origem em uma investigação publicada em 2024 sobre os bastidores de 'É Assim Que Acaba' (CHARLY TRIBALLEAU / AFP/AFP)
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Publicado em 28 de julho de 2026 às 17h43.
A Wayfarer Studios, produtora cofundada pelo ator e diretor Justin Baldon,
i foi condenada pela Justiça de Nova York a pagar US$ 171.616,20 ao The New York Times, encerrando mais uma etapa da longa batalha iniciada após uma reportagem sobre as acusações feitas por Blake Lively.
A decisão foi proferida pelo juiz Gerald Lebovits, da Suprema Corte de Nova York. Segundo o Entertainment Weekly, o magistrado concedeu julgamento sumário em favor do The New York Times e determinou que a Wayfarer Studios arque com os honorários advocatícios do veículo, conforme previsto pela legislação anti-SLAPP do estado, criada para proteger veículos de comunicação contra processos considerados sem base jurídica suficiente.
O jornal havia solicitado pouco mais de US$ 181 mil em honorários, mas o valor final foi reduzido para US$ 171.616,20 após o tribunal entender que parte das despesas apresentadas não poderia ser reembolsada.
A disputa teve origem em dezembro de 2024, quando o The New York Times publicou uma investigação sobre as denúncias de Blake Lively relacionadas aos bastidores de "É Assim Que Acaba". A reportagem abordava as acusações de assédio sexual e retaliação feitas pela atriz contra Justin Baldoni e outros envolvidos na produção do filme.
Em resposta, Baldoni, a Wayfarer Studios e outros autores moveram uma ação por difamação contra o jornal, pedindo US$ 250 milhões em indenização. O processo acabou sendo rejeitado, com a Justiça entendendo que a reportagem tratava de um tema de interesse público e estava protegida pela legislação aplicável à imprensa.
Após a nova decisão, um porta-voz do The New York Times afirmou que a sentença reforça o propósito da lei anti-SLAPP, criada para impedir que ações judiciais sem mérito sejam usadas para intimidar veículos de imprensa. Já a Wayfarer Studios não comentou oficialmente a determinação judicial até a publicação das informações.
A condenação representa mais um revés para Justin Baldoni, que, em maio, encerrou a disputa judicial envolvendo o filme "É Assim Que Acaba" poucas semanas antes do julgamento. Pelo acordo, Blake Lively abriu mão de qualquer indenização financeira. Já Baldoni foi condenado pelo juiz a arcar com os honorários advocatícios de Lively, fixados em US$ 8 milhões.