Blake Lively e Justin Baldoni no filme 'É Assim Que Acaba' (Everett Collection)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 6 de maio de 2026 às 12h15.
Blake Lively e Justin Baldoni chegaram a um acordo e encerraram a disputa judicial que travavam desde 2024, mas o caso está longe de um desfecho definitivo.
Segundo apuração da Variety, nenhum dinheiro foi trocado entre as partes no acordo, e Lively ainda mantém uma moção pendente por honorários advocatícios e indenizações relacionada à ação por difamação movida por Baldoni contra ela e que foi derrubada pela Justiça.
"Qualquer pessoa que afirme confirmar os termos do acordo confidencial neste momento está te enganando", disse uma fonte próxima ao caso. "Mais informações sobre este acordo confidencial estarão nos registros do tribunal nos próximos dias."
A briga começou quando Blake acusou Baldoni de assédio sexual e de manter um ambiente hostil durante as filmagens.
A atriz também afirmou ter sido alvo de retaliação depois de denunciar o comportamento do colega e diretor, incluindo uma suposta campanha para desgastar sua imagem nos bastidores e nas redes.
Baldoni negou as acusações e reagiu com uma ofensiva jurídica própria. O ator processou Blake por difamação, alegando que a atriz teria exagerado as denúncias para tomar controle do filme e destruir sua reputação, uma ação de US$ 400 milhões que foi derrubada em junho de 2024.
Ele também moveu ações contra Ryan Reynolds e o jornal The New York Times, mas essas frentes acabaram derrubadas pela Justiça.
Nesta segunda-feira, 4, Lively concordou em abandonar as três acusações restantes contra a Wayfarer Studios e a equipe de assessores de imprensa da produtora, da qual Baldoni é co-fundador e co-presidente, evitando um julgamento marcado para começar em 18 de maio.
As acusações envolviam retaliação ilegal após ela denunciar o assédio. A maior parte das acusações originais de Lively, incluindo todas as de assédio sexual, já havia sido rejeitada no mês anterior.
Ao fechar o acordo, ambos os lados evitaram os custos multimilionários de um julgamento federal. A Variety confirmou o que TMZ, Page Six e outros já haviam noticiado: Lively não recebeu compensação financeira. O lado de Baldoni teria ficado "extasiado" com o desfecho.
Mas a história jurídica não termina aí. A ação por difamação de US$ 400 milhões de Baldoni — derrubada pelo juiz Lewis Liman por entender que as alegações de Lively foram feitas em documentos jurídicos e, portanto, têm imunidade — ainda precisa chegar a uma conclusão formal.
E a moção renovada de Lively por honorários e indenizações, baseada numa lei californiana de 2023 que protege vítimas de abuso sexual de ações difamatórias retaliatórias, segue ativa.
Defensores da lei, como a Equal Rights Advocates e a California Employment Lawyers Association — que patrocinaram a legislação —, apresentaram um parecer em maio de 2025 argumentando que a ação de Baldoni era exatamente o tipo de processo que a lei foi criada para coibir.
"A Sra. Lively é uma figura pública, e este processo capturou a atenção do público americano", argumentaram os grupos. "O resultado desta moção afetará a tomada de decisões de outras vítimas de assédio e abuso sexual."
O acordo é confidencial e seus termos completos não foram revelados. Em comunicado conjunto, os advogados de Baldoni e Lively reconheceram que o processo apresentou desafios e que as preocupações levantadas pela atriz mereciam ser ouvidas, expressando esperança de que o acordo permita que todas as partes sigam em frente.