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Trump diz estar insatisfeito com ofensiva de Israel no Líbano

Durante o G7, presidente americano sugeriu que a Síria poderia assumir parte do combate ao Hezbollah

Publicado em 16 de junho de 2026 às 09h56.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 16, que pediu ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, uma postura mais responsável no conflito com o Líbano.

Durante encontro com o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, à margem da cúpula do G7, na França, Trump disse estar insatisfeito com a forma como Israel conduz as operações contra o Hezbollah.

Segundo o presidente americano, o conflito se prolonga há tempo demais e prejudica o acordo de paz negociado entre Estados Unidos e Irã, que deve ser formalizado ainda nesta semana em Genebra.

Trump afirmou que Israel deveria ter encerrado a operação contra o Hezbollah há mais tempo e criticou ataques a edifícios residenciais.

“Não é necessário derrubar um prédio de apartamentos toda vez que se procura alguém. Há muitas pessoas nesses edifícios e nem todas pertencem ao Hezbollah”, declarou.

O presidente também revelou que demonstrou insatisfação a Netanyahu após um ataque israelense em Beirute ter ocorrido poucas horas antes da conclusão do acordo com o Irã.

“Duas horas antes de assinarmos, houve um ataque em Beirute. Não gostei nada disso e deixei isso muito claro para ele”, afirmou.

Síria poderia assumir combate ao Hezbollah

Durante a conversa com jornalistas, Trump sugeriu que a Síria poderia desempenhar um papel maior no combate ao Hezbollah.

Segundo ele, o governo sírio tem colaborado com os Estados Unidos e demonstrado capacidade para estabilizar o país. “Se Israel não consegue fazer o trabalho sem matar todo mundo, a Síria fará o trabalho”, disse.

Apesar das críticas a Israel, Trump afirmou que o acordo com o Irã continuará avançando mesmo diante de possíveis novas ações militares israelenses.

O presidente voltou a defender que o entendimento representa uma oportunidade para reduzir tensões no Oriente Médio e insistiu que o Irã não poderá desenvolver armas nucleares.

*Com EFE

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