Guerra entre Irã e EUA: Teerã ampliou sua ofensiva militar no Oriente Médio ao lançar mísseis e drones contra países do Golfo (FADEL itani / AFP/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 12 de julho de 2026 às 08h42.
O Irã ampliou neste domingo, 12, sua ofensiva militar no Oriente Médio ao lançar mísseis e drones contra países do Golfo, em mais um episódio de escalada das tensões na região. Os ataques atingiram Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Omã e Jordânia e acontecem depois de Teerã fechar o Estreito de Ormuz por tempo indeterminado.
A tensão aumentou ao longo do dia depois que Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos relataram ataques aéreos contra seus territórios. Explosões também foram registradas no Catar. As autoridades de Doha afirmaram ter interceptado mísseis, enquanto o governo iraniano declarou que atacou uma base aérea americana no emirado em resposta aos ataques contínuos dos Estados Unidos.
A Guarda Revolucionária também informou ter destruído bases de apoio logístico a porta-aviões americanos no porto de Duqm, em Omã. O governo omanense condenou a ofensiva "com máxima firmeza", segundo a agência oficial de notícias ONA.
A Jordânia informou ter sido alvo de três mísseis iranianos neste domingo, mas afirmou que os projéteis não causaram danos.
Em meio à escalada, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz após disparar um tiro de advertência contra uma embarcação que tentava atravessar a via marítima por uma rota considerada não autorizada.
Segundo comunicado divulgado pela agência semi-oficial Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, o estreito permanecerá fechado até novo aviso e "até que cesse a interferência regional dos Estados Unidos”. O texto afirma ainda que "nenhuma embarcação ou navio militar terá permissão para passar" e condena a presença de "potências estrangeiras" na região.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo e gás natural. Qualquer interrupção no tráfego pela região pode provocar impactos imediatos no comércio internacional de energia.
Diante do agravamento da situação, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão e mediador no conflito, Ishaq Dar, pediu que as partes promovam uma "desescalada" e demonstrem "contenção".
Apesar da nova escalada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na sexta-feira, 10, que Washington e Teerã seguem negociando uma trégua, mesmo após ataques recentes que violaram parcialmente o cessar-fogo.
(*) Com informações da AFP