Mundo

Após pacto entre EUA e Irã, Israel diz que manterá tropas no Líbano

Ministro da Defesa israelense afirmou que forças permanecerão em áreas ocupadas no Líbano, Síria e Gaza por tempo indeterminado, apesar do pacto anunciado por Washington e Teerã

Publicado em 15 de junho de 2026 às 08h13.

Última atualização em 15 de junho de 2026 às 09h41.

Priorizar nos meus resultados Google

Israel não pretende retirar suas tropas do sul do Líbano mesmo após o acordo anunciado entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio. A declaração foi feita nesta segunda-feira, 15, pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz.

Segundo o ministro, as Forças de Defesa de Israel (FDI) permanecerão em áreas consideradas estratégicas no Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza por tempo indeterminado. A justificativa, segundo ele, é garantir a segurança das fronteiras israelenses e impedir novas ameaças de grupos armados.

Katz afirmou que as zonas ocupadas continuarão sob controle militar israelense e que estruturas ligadas a organizações consideradas terroristas serão eliminadas.

"As tropas permanecerão nas zonas de segurança do Líbano, da Síria e de Gaza por tempo indeterminado para defender a fronteira e os assentamentos israelenses", afirmou o ministro em comunicado divulgado pela imprensa israelense.

O ministro também disse que o governo israelense já comunicou sua posição aos Estados Unidos. Segundo Katz, tanto ele quanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deixaram claro ao presidente Donald Trump e a integrantes do governo americano que Israel não pretende abandonar as áreas ocupadas.

De acordo com o ministro, a permanência militar é uma consequência dos ataques do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que deixaram cerca de 1.200 mortos.

Katz classificou a ocupação de territórios no Líbano, na Síria e em Gaza como uma das principais conquistas militares do país durante o conflito regional, chamado pelo governo israelense de "Guerra do Renascimento".

Acordo entre EUA e Irã prevê fim das hostilidades

As declarações acontecem um dia após Estados Unidos e Irã anunciarem um acordo para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do comércio mundial de petróleo.

O entendimento foi mediado pelo Paquistão e prevê o fim das operações militares entre as partes. Segundo autoridades envolvidas nas negociações, a assinatura oficial do memorando de entendimento está marcada para sexta-feira, 19, na Suíça.

*Com EFE 

Acompanhe tudo sobre:IsraelLíbanoEstados Unidos (EUA)Irã - País

Mais de Mundo

Irã propõe plano de 7 dias para acabar com a guerra com os EUA e reabrir Ormuz

Diesel caro vira problema político para Trump antes das eleições americanas

Nove meses sem Maduro: economia avança na Venezuela, mas eleições seguem sem calendário

China soma 270 milhões de pessoas com ensino superior, número maior que a população do Brasil