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Militares dos EUA negam bloqueio do Estreito de Ormuz anunciado pelo Irã

Washington afirma que o tráfego marítimo segue normal, apesar da escalada das tensões no Oriente Médio

Estreito de Ormuz: mais cedo, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) havia anunciado o fechamento do Estreito de Ormuz por tempo indeterminado (Getty Images)

Estreito de Ormuz: mais cedo, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) havia anunciado o fechamento do Estreito de Ormuz por tempo indeterminado (Getty Images)

Publicado em 12 de julho de 2026 às 10h32.

Militares dos Estados Unidos afirmaram neste domingo, 12, que o Estreito de Ormuz permanece aberto à navegação e contestaram a declaração do Irã de que teria fechado a estratégica rota marítima.

Em comunicado divulgado pelo Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), o governo americano disse que Teerã "não controla o estreito" e garantiu que o tráfego de embarcações continua normalmente.

A nota, publicada na rede social X, informa que as forças americanas estão posicionadas para assegurar a liberdade de navegação na região e acusa o Irã de promover ações de intimidação e ameaças contra embarcações que transitam pela via internacional.

"O Estreito de Ormuz está aberto a todas as embarcações que buscam transitar legalmente por essa via navegável internacional. As forças dos EUA estão posicionadas e preparadas para garantir que a liberdade de navegação permaneça disponível, apesar da agressão, do assédio, das ameaças e das declarações arbitrárias injustificadas do Irã. O Irã não controla o estreito. O tráfego está fluindo", declarou o Centcom.

Irã anunciou fechamento do Estreito de Ormuz por tempo indeterminado

Mais cedo, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) havia anunciado o fechamento do Estreito de Ormuz por tempo indeterminado após a ofensiva americana contra 140 alvos militares em território iraniano. O grupo também informou ter efetuado disparos de advertência contra embarcações que, segundo afirmou, tentavam cruzar a passagem por rotas não autorizadas.

De acordo com a agência britânica de segurança marítima UKMTO, um incidente registrado neste domingo ocorreu a cerca de 17 quilômetros da Península de Musandam, em Omã. O ataque provocou um incêndio a bordo da embarcação GFS Galaxy, levando a tripulação a abandonar o navio em um bote salva-vidas.

As autoridades de Omã informaram que 23 tripulantes foram resgatados, enquanto as buscas por uma pessoa desaparecida seguem em andamento.

Em comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou que diversas embarcações ignoraram avisos das forças iranianas e que uma delas foi atingida por tiros de advertência após desligar seus sistemas de identificação.

O grupo reiterou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado "até segunda ordem" e "até a conclusão das operações dos Estados Unidos na região", acrescentando que nenhuma embarcação será autorizada a atravessar a passagem.

Escalada de ataques

O Irã também ampliou neste domingo sua ofensiva militar no Oriente Médio ao lançar mísseis e drones contra países do Golfo, em mais um episódio de escalada das tensões na região. Os ataques atingiram Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Omã e Jordânia e acontecem depois de Teerã fechar o Estreito de Ormuz por tempo indeterminado.

A tensão aumentou ao longo do dia depois que Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos relataram ataques aéreos contra seus territórios. Explosões também foram registradas no Catar. As autoridades de Doha afirmaram ter interceptado mísseis, enquanto o governo iraniano declarou que atacou uma base aérea americana no emirado em resposta aos ataques contínuos dos Estados Unidos.

A Guarda Revolucionária também informou ter destruído bases de apoio logístico a porta-aviões americanos no porto de Duqm, em Omã. O governo omanense condenou a ofensiva "com máxima firmeza", segundo a agência oficial de notícias ONA.

A Jordânia informou ter sido alvo de três mísseis iranianos neste domingo, mas afirmou que os projéteis não causaram danos.

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